Existem relógios raros, e existe o que DJ Khaled acaba de receber em casa: um Audemars Piguet Royal Oak feito em uma única unidade, coberto por 720 crisoberilos naturais lapidados em baguete, todos extraídos no Brasil. A encomenda especial levou quase 10 meses para ficar pronta e foi entregue pessoalmente ao produtor, em cena que a Robb Report acompanhou com exclusividade.
A base é o modelo Royal Oak Double Balance Wheel Openworked, em caixa de ouro amarelo 18 quilates com 41 mm. A icônica silhueta octogonal da marca suíça, com moldura, caixa e pulseira integrada, ganhou centenas de pedras cravadas à mão, o que dá ao conjunto um brilho dourado quase contínuo e transforma um ícone da relojoaria em peça de alta joalheria.
Por que o crisoberilo, e por que o Brasil importa
O crisoberilo é uma gema rara, valorizada pela dureza excepcional e pelo brilho intenso. Seus tons variam entre mel e verde-chartreuse (um amarelo-esverdeado vibrante) e parecem mudar conforme a incidência da luz, o que reforça o efeito luminoso do relógio. O fato de as 720 pedras serem brasileiras acrescenta um detalhe de orgulho nacional a uma peça já extraordinária.
Mecânica à altura do brilho
Por baixo de tanto brilho trabalha o calibre 3132, de corda automática, com movimento esqueletado e reserva de marcha de 45 horas. Sua marca registrada é o mecanismo patenteado de duplo balanço, com dois volantes e duas espirais montados sobre o mesmo eixo. O sistema foi concebido para aumentar a precisão e a estabilidade do relógio, e a construção vazada deixa à vista toda a coreografia mecânica.
Para Khaled, o significado vai além da técnica e do cintilar das pedras. “Ser você é ser único”, disse ele à Robb Report, em tradução livre. “Quando Deus fez você, fez um só. E quando a AP fez este relógio, fez apenas um. Por isso eu o chamo de One Khaled.”
O lançamento ganha ainda mais peso porque a Audemars Piguet apresentou, no início deste mês, sua primeira coleção de joias. Em um momento em que as fronteiras entre alta relojoaria e alta joalheria ficam cada vez mais tênues, o “One Khaled” funciona como vitrine perfeita dessa convergência: uma peça feita sob medida para um colecionador de personalidade exuberante, em que técnica mecânica e gemologia têm o mesmo protagonismo.





