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Luxo

Shoes for a Cure leva 10 mil pares de Stuart Weitzman e Birkenstock a Nova York

Bazar beneficente no Chelsea Market reúne 10 mil pares doados por grifes e abriu a semana com Debra Messing, Ricki Lake e jantar na Manolo Blahnik.

Redação Novidades e Joias
21 de outubro de 2026, 18h40 · 3 min de leitura
Shoes for a Cure leva 10 mil pares de Stuart Weitzman e Birkenstock a Nova York
Arte: Novidades e Joias

Dez mil pares de sapatos de grifes como Stuart Weitzman, Birkenstock, Alexandre Birman e Larroudé estão à venda em Nova York, e toda a renda tem destino certo: a pesquisa sobre câncer de mama do Weill Cornell Medicine. O bazar Shoes for a Cure ocupa o Chelsea Market por cinco dias, logo depois de uma edição em Miami, e já abriu a temporada com tapete de estrelas.

Para o público, as portas ficam abertas das 11h às 18h até sábado e, no domingo, das 11h às 17h. Além das marcas citadas, o time de doadoras inclui Veronica Beard, Sam Edelman, Marc Fisher, Asics, Hunter, Rag & Bone, Hugo Boss, Allen Edmonds e Favorite Daughter, entre outras. É a chance de garimpar de tênis a sandálias de assinatura em um único endereço, com a vantagem de a compra virar doação.

Uma abertura com estrelas e jantar na Manolo Blahnik

Na segunda-feira, o Chelsea Market recebeu uma “Power Hour” VIP, com corte de fita, que reuniu nomes da moda, do calçado e do entretenimento ao lado de integrantes do conselho, médicos e sobreviventes de câncer de mama. Entre os presentes estavam as atrizes Debra Messing, Constance Zimmer e Ricki Lake, a produtora e ex-diretora do calendário da moda americana Fern Mallis e Tracy Margolies. Também compareceu Anne Fisher, viúva de Jerome Fisher, cofundador da Nine West.

A família Fisher está na origem da iniciativa. Jerome criou o antecessor do evento, o Shoes on Sale, ao lado da filha, Jodi Fisher, ambos já falecidos. Sandi Mines, presidente da Fashion Footwear Charitable Foundation, destacou como o setor de moda e calçados se mobilizou: mais de 450 voluntários vão trabalhar no bazar ao longo da semana.

Na terça-feira, a agenda seguiu na boutique da Manolo Blahnik, onde Emily Rockefeller foi anfitriã de um evento de compras seguido de jantar VIP. Parte das vendas do dia, 15%, foi destinada à causa. A noite atraiu Leandra Medine, Lilah Ramzi, Gigi Burris, Jessica Wang e Stacy Bendet, além de Constance Zimmer.

Por que isso importa

Na abertura, a médica Lisa Newman explicou à plateia como os recursos arrecadados são decisivos para o seu trabalho, que se concentra nas disparidades raciais e étnicas na pesquisa e no tratamento do câncer de mama. Segundo a matéria original, mulheres negras enfrentam taxa de mortalidade mais alta e têm maior probabilidade de desenvolver tipos agressivos, como o triplo-negativo.

O número que resume a força do modelo: desde a criação, em 1994, a iniciativa já levantou mais de US$ 65 milhões (cerca de R$ 360 milhões, em conversão aproximada) para a pesquisa. Para a leitora brasileira, é um exemplo de como a indústria da moda pode transformar excedente de estoque e rede de contatos em filantropia em larga escala, com bazares de grife, ações com lojas e a presença de rostos conhecidos para ampliar o alcance.

Com informações de WWD.