Uma piscina de água salgada aquecida, uma jacuzzi na cobertura e uma passarela privativa sobre as dunas até o mar: esses são os principais atrativos da casa que virou o imóvel mais caro à venda em Fire Island Pines, o refúgio de verão ao largo de Long Island, em Nova York. O preço pedido é de US$ 3,5 milhões (cerca de R$ 19 milhões, em conversão aproximada).
The Pines tem personalidade própria: ruas sem carros, caminhos de tábuas, casas modernistas de meados do século passado e uma cultura de praia descontraída. O mercado imobiliário, porém, é bem mais sofisticado do que o clima informal sugere. A casa, de três quartos, tem 2.200 pés quadrados (cerca de 204 m²), fachada revestida de cedro e fica diretamente de frente para o Atlântico, em uma das áreas mais disputadas da comunidade, na faixa dos 400.
Construída para resistir ao mar
A residência foi erguida do zero em 2016, seguindo as normas de elevação e construção atualizadas depois do furacão Sandy, que causou grandes danos à ilha em 2012. Ela também é totalmente preparada para o inverno, o que permite aproveitá-la fora da alta temporada. Embaixo da casa há um depósito aquecido, e os condensadores do sistema de climatização foram trocados recentemente.
Por dentro, a sala tem pé-direito de 11 pés (cerca de 3,4 m), piso de madeira lustrosa e lareira suspensa. Janelas amplas se voltam para o oceano, e portas de vidro de correr abrem para o deque da piscina. A sala de jantar se integra à cozinha, com uma grande ilha e bancada para café da manhã. No andar superior ficam os três quartos com banheiro privativo, todos com varanda e vista para o mar, sendo dois deles configurados como suítes principais. A cobertura ainda reúne um terraço com jacuzzi.
Um histórico de preços e uma vizinha famosa
Os registros mostram que o terreno foi vendido por US$ 999 mil (cerca de R$ 5,5 milhões) em agosto de 2014, dois anos antes da construção da casa atual. Depois de pronta, ela passou várias vezes pelo mercado: pediu US$ 2,95 milhões (cerca de R$ 16 milhões) em 2020, baixou para US$ 2,75 milhões, voltou à venda em 2021 pelo mesmo valor e foi anunciada novamente em maio de 2024, já por US$ 3,5 milhões. A venda inclui a mobília, exceto as obras de arte, e a corretagem é de Esteban Gomez, da Compass.
Outro destaque da comunidade é a Pyramid House, projetada pelo arquiteto Julio Kaufman em 1960 e que voltou ao mercado em setembro. Pedindo US$ 3,3 milhões (cerca de R$ 18 milhões), a casa de vidro e aço é um dos exemplos mais conhecidos de modernismo experimental em The Pines, com forma geométrica marcante e projeto pensado para ter vista tanto do oceano quanto da baía.
Por que isso importa: o caso mostra como o mercado de luxo à beira-mar passou a valorizar construções novas e resistentes a tempestades, ao lado de ícones arquitetônicos. Em The Pines, a disputa pelo topo da lista agora é entre uma casa contemporânea de frente para o Atlântico e uma relíquia do design dos anos 1960.





