Ir para o conteúdo
Negócios

Atherton tem o primeiro CEP dos EUA com preço mediano acima de US$ 10 milhões

Reduto de executivos do Vale do Silício, Atherton chegou a US$ 10,73 milhões e retomou o topo do ranking dos CEPs mais caros dos Estados Unidos.

Redação Novidades e Joias
21 de outubro de 2026, 15h12 · 4 min de leitura
Atherton tem o primeiro CEP dos EUA com preço mediano acima de US$ 10 milhões
Arte: Novidades e Joias

Pela primeira vez na história, um CEP americano registrou preço mediano de venda de imóveis acima de US$ 10 milhões (cerca de R$ 55 milhões). O feito é de Atherton, na Califórnia, enclave do Vale do Silício muito procurado por executivos de tecnologia. A cidade chegou a US$ 10,73 milhões (cerca de R$ 59 milhões) e liderou o ranking anual dos 100 CEPs mais caros do país, divulgado pelo PropertyShark. Foi uma alta de 29% em relação ao ano anterior.

Atherton retomou a coroa que havia perdido em 2025, quando Fisher Island, ilha privativa de Miami Beach, ficou em primeiro lugar pela primeira vez. Agora, Fisher Island caiu para o terceiro posto. Sua mediana recuou 24%, de US$ 9,5 milhões (cerca de R$ 52 milhões) para US$ 7,22 milhões (cerca de R$ 40 milhões). Sagaponack, em Nova York, ficou com a prata: a mediana subiu 24%, para US$ 7,35 milhões (cerca de R$ 40 milhões), e o CEP foi o mais caro do estado de Nova York pela décima vez.

Hamptons e Nova York em alta

Pela primeira vez, a região da Baía de San Francisco empatou com a área metropolitana de Nova York no número de CEPs na lista: 31 cada. Os nova-iorquinos somaram um recorde de 25% das entradas. A Califórnia segue na liderança, com 57% dos CEPs, mas já foi mais dominante: em 2019, chegou ao pico de 73%.

Os Hamptons, destino de verão da elite nova-iorquina, ajudaram a impulsionar esse crescimento. A mediana de Bridgehampton mais que dobrou, com salto de 114% até um novo recorde. O condado de Suffolk, que abriga a região, emplacou um número recorde de 10 CEPs no ranking, três deles entre os dez primeiros. Em Nova Jersey, sete CEPs entraram na lista, também um recorde. Alpine lidera o estado com US$ 4,38 milhões (cerca de R$ 24 milhões), e Stone Harbor passou dos US$ 3 milhões pela primeira vez, chegando a US$ 3,13 milhões (cerca de R$ 17 milhões). Seis dos sete CEPs do estado bateram recorde. A exceção foi Deal, que recuou para US$ 2,65 milhões.

Na Califórnia, Newport Beach continua sendo a cidade mais cara do país, com os seis CEPs residenciais na lista. Quatro deles chegaram a recordes, puxados por Newport Coast, onde a mediana subiu quase 20%. Já Brentwood, em Los Angeles, foi no sentido contrário, com queda de 27%, para US$ 2,3 milhões (cerca de R$ 12,7 milhões). Na Nova Inglaterra, Connecticut manteve a vantagem sobre Massachusetts, com sete CEPs. Mas os dois mais caros da região estão em Massachusetts, com Nantucket à frente, em US$ 3,6 milhões (cerca de R$ 20 milhões). New Hampshire emplacou dois CEPs pela primeira vez.

O preço de entrada sobe e o mar segue como grife

O litoral continua sendo um fator em comum. Dos 122 CEPs que entraram no ranking, contando os empates, 72 ficam a até cinco milhas (cerca de oito quilômetros) da costa. Doze dos 15 estados representados registraram recordes de preço, entre eles Washington, Nevada e Nova Jersey.

Para entrar na lista deste ano, era preciso uma mediana de US$ 2,22 milhões (cerca de R$ 12 milhões), valor 69% maior que o exigido em 2016. Nove CEPs superaram US$ 5 milhões e 52 ficaram em US$ 3 milhões ou mais. O PropertyShark observou alta de preços em mais de dois terços dos CEPs mais caros do país. O recado é claro: o endereço de prestígio está custando cada vez mais, e a disputa pelo topo, que alterna entre o Vale do Silício, a Flórida e os Hamptons, deve seguir de olho no mercado de tecnologia e nos compradores de alta renda. As conversões para reais são aproximadas, calculadas a uma cotação de cerca de R$ 5,50 por dólar.

Com informações de Robb Report.