Um Bugatti Veyron Grand Sport Vitesse com carroceria de alumínio exposto e polido até virar espelho acaba de reencontrar o brilho com que saiu da fábrica. O exemplar, chamado chassi 8.100, é uma peça única. Já foi considerado a versão mais cara do modelo e passou por uma restauração completa no departamento de personalização da marca, a La Maison Pur Sang.
A história do carro começa em um momento de glória para o modelo. Em 2013, um ano depois da estreia do Grand Sport Vitesse, o piloto Anthony Liu levou um exemplar a 254,04 mph (cerca de 409 km/h, em conversão aproximada) na pista de testes do Grupo Volkswagen em Ehra-Lessien, na Baixa Saxônia, Alemanha. O número ficou 18,54 mph acima da velocidade máxima anunciada e fez do Veyron o conversível mais rápido de sua época.
Dois blocos de alumínio e 20 toneladas
Nem isso bastou para um dos clientes mais abastados da Bugatti. Ele encomendou uma versão exclusiva, o chassi 8.100, com carroceria de alumínio polido sem pintura. Para esculpir o acabamento, o ateliê da marca em Molsheim, na França, recebeu dois blocos de alumínio que somavam 20 toneladas.
Doze anos depois, o carro mudou de dono. O novo proprietário vive em Monaco e não foi identificado pela Bugatti, mas a Robb Report, que publicou a notícia, afirma que quase certamente se trata do piloto de Fórmula 1 Fernando Alonso. Ele encarregou a La Maison Pur Sang de devolver ao Veyron a glória original. A equipe removeu acessórios instalados depois da fabricação e alisou toda a carroceria. Em seguida, poliu o alumínio até alcançar um brilho de carro novo.
O interior é tão chamativo quanto a parte externa. Todo revestido em couro Carmine Red, um vermelho intenso, ele só é interrompido por detalhes em fibra de carbono aparente e acabamentos em alumínio polido.
O W16 que entrou para a história
Como todo Veyron, o chassi 8.100 tem o lendário motor 8.0 W16 com quatro turbos, hoje já fora de produção, associado a um câmbio de dupla embreagem de sete marchas. A potência é de 1.184 cv, segundo a fonte, número que segue impressionante. O carro vai de 0 a 62 mph (cerca de 100 km/h) em 2,6 segundos.
A Bugatti, como de costume, não revelou quanto custou a restauração. A publicação estima que o valor foi alto, somado aos cerca de US$ 5 milhões (aproximadamente R$ 27 milhões, em conversão aproximada) que o carro teria alcançado em sua venda no início deste ano.
O caso mostra como o mercado de carros de coleção valoriza peças únicas e históricas, e como as próprias marcas passaram a investir em serviços de restauração e personalização para clientes exigentes. Em um exemplar como este, o preço da recuperação conta menos do que preservar o acabamento espelhado que o torna inconfundível.





