O Grupo Prada desacelerou. Segundo a Vogue, o crescimento de vendas do conglomerado italiano perdeu fôlego no terceiro trimestre, com a marca Prada em leve alta e a Miu Miu, até então a grande estrela do grupo, em território negativo. O Oriente Médio, região que costuma atrair compradores de alto padrão, seguiu como o ponto mais fraco do período.
O contraste chama atenção porque as duas grifes tiveram trajetórias diferentes nos últimos tempos. A Prada, fundada em Milão em 1913 por Mario Prada, é a casa histórica do grupo e tem como marca registrada o minimalismo intelectual e o náilon que virou ícone. A Miu Miu foi criada em 1993 por Miuccia Prada como uma irmã mais jovem, irreverente e experimental, e ganhou força entre o público mais novo. Ver a marca no vermelho indica que mesmo as queridinhas da moda não escapam das oscilações do mercado de luxo.
O que observar daqui para frente
Os resultados trimestrais são o termômetro mais direto da saúde de uma grife. Investidores e analistas costumam olhar a evolução por marca, por região e por canal, isto é, lojas próprias em comparação com atacado. O Grupo Prada tem capital aberto na bolsa de Hong Kong desde 2011, e por isso cada divulgação é acompanhada de perto pelo mercado.
Para a leitora brasileira, o recado é que o luxo global atravessa uma fase de maior seletividade, em que o consumidor pensa duas vezes antes de comprar. A pergunta que fica é se a Miu Miu consegue retomar o ritmo e se a Prada sustenta a recuperação nos próximos trimestres, especialmente em regiões que hoje pesam no resultado.





