A Calvin Klein, marca do grupo PVH Corp., escolheu um executivo com passagem por Lacoste, Kenzo, DKNY e Givenchy para comandar o que chega às araras e vitrines no mundo todo. Ayub Mohamed foi nomeado diretor global de produto (chief product officer) e assume o cargo a partir de 25 de janeiro.
Ele ficará à frente da organização global de produto da grife, que inclui design e merchandising. A missão é conduzir uma estratégia de produto global, válida para todas as categorias e regiões, que fortaleça o valor da marca e impulsione o desempenho comercial. Mohamed passa a integrar o time global de liderança da Calvin Klein e responderá diretamente a David Savman, presidente global da marca.
Uma cadeira que estava vaga desde 2025
Mohamed sucede Eva Vidal Dans, que deixou a empresa em junho de 2025. A nomeação acontece em um momento de reorganização criativa: na semana anterior, a Calvin Klein informou que Veronica Leoni deixará o posto de diretora criativa da Calvin Klein Collection ao fim de seu contrato. Ela ocupava a função desde maio de 2024.
O novo diretor de produto não vai assinar o design da linha Collection, a mais fashion da casa. A empresa afirma que já busca o próximo líder criativo dessa frente, que também responderá diretamente a Savman.
Do jeans da Levi’s à moda de luxo
O currículo de Mohamed soma mais de duas décadas conduzindo produto do conceito até a chegada ao mercado em marcas de luxo, moda e estilo de vida. Antes da Calvin Klein, ele era vice-presidente executivo de produto da Lacoste, onde comandava design, merchandising e desenvolvimento, com uma abordagem de produto mais centrada no consumidor e nos canais de venda. Passou ainda pela Kenzo, como diretor global de merchandising, e foi presidente da Tory Sport. Na DKNY, foi vice-presidente executivo de merchandising de prêt-à-porter, artigos de couro, calçados e lojas próprias, e na Givenchy atuou como diretor-geral. No início da carreira, passou quase oito anos na Levi Strauss & Co., liderando o design, o merchandising e o desenvolvimento masculinos, primeiro em nível regional e depois global.
Para Savman, Mohamed sabe “traduzir a identidade criativa de uma marca em produto desejável”, capaz de gerar relevância junto ao consumidor e resultado comercial. O presidente vê uma oportunidade significativa de explorar o DNA icônico da Calvin Klein em diferentes categorias e mercados. Mohamed, por sua vez, descreveu a grife como uma das marcas de moda mais icônicas do mundo, com códigos de design distintos, e disse querer construir sobre essa base coleções que inspirem o consumidor global de hoje.
Por que isso importa
A Calvin Klein teve vendas globais no varejo de aproximadamente US$ 9 bilhões no último ano (cerca de R$ 50 bilhões, em conversão aproximada). Com uma operação desse tamanho, quem define o mix de produtos pesa tanto quanto quem desenha a coleção de passarela. A dupla de movimentos, um executivo experiente em estratégia comercial agora e um novo nome criativo ainda por vir, indica que a marca quer alinhar imagem e desempenho de vendas. O próximo passo a observar é quem assumirá a direção criativa da Collection.





