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Negócios

Moët & Chandon volta ao pódio da F1 em acordo de US$ 1 bilhão com a LVMH

No GP de São Paulo, a Moët & Chandon celebra a volta como champanhe oficial da F1, em um contrato de dez anos com a LVMH estimado em US$ 1 bilhão.

Redação Novidades e Joias
7 de novembro de 2026, 10h47 · 4 min de leitura
Moët & Chandon volta ao pódio da F1 em acordo de US$ 1 bilhão com a LVMH
Arte: Novidades e Joias

O estouro de uma rolha em 1966 mudou para sempre a imagem do pódio, e agora virou um negócio estimado em US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,5 bilhões, em conversão aproximada). Em 2025, a Moët & Chandon retomou o posto de champanhe oficial da Fórmula 1 por meio de um acordo de dez anos entre a categoria e a LVMH, que também inclui a Louis Vuitton e a TAG Heuer. No fim de semana do Grande Prêmio de São Paulo, a marca mostrou no Brasil o que esse retorno significa.

O GP de Interlagos é um dos maiores palcos de negócios do país. Em 2025, reuniu mais de 400 empresas, entre patrocinadores e clientes de hospitalidade, e 303 mil pessoas em três dias. Segundo a FGV, o impacto econômico na cidade foi de R$ 2,3 bilhões. O ponto mais disputado é o Paddock Club, sobre os boxes, onde as marcas recebem convidados em lounges próprios. Um deles é o da LVMH, que reúne clientes da Louis Vuitton e da Moët Hennessy, dona da Moët & Chandon.

Uma história que começou em Reims

A ligação entre champanhe e automobilismo nasceu no GP da França de 1950, em Reims-Gueux, vizinho à região de Champagne. Paul Chandon-Moët e o primo, o conde Frédéric Chandon de Briailles, ofereceram uma garrafa ao vencedor, Juan Manuel Fangio, que a dividiu com o segundo colocado.

O banho de champanhe veio por acidente. Nas 24 Horas de Le Mans de 1966, a rolha da garrafa de Jo Siffert estourou e molhou o público. No ano seguinte, Dan Gurney repetiu o gesto de propósito, e Jackie Stewart o levou à Fórmula 1 dois anos depois. De 1966 a 1999, a Moët foi a fornecedora oficial da categoria, período que no Brasil coincide com as eras de Fittipaldi, Piquet e Senna.

“A Moët & Chandon esteve presente em momentos históricos do esporte, sendo o champagne escolhido para brindar as vitórias de Ayrton Senna”, afirma Julian Quintero, managing director da marca no Brasil. A memória ganhou um objeto concreto em São Paulo: no Palácio Tangará, ponto de encontro antes do shuttle para Interlagos, os primeiros brindes do dia aconteceram diante de uma garrafa assinada por Senna, trazida para a ocasião.

A volta ao pódio e o novo público

Depois de 2000, o pódio passou pela Mumm, pela Chandon, pela Carbon e, de 2021 a 2024, pelo italiano Ferrari Trento. O retorno definitivo da Moët veio em 2025. A aposta acompanha uma mudança de perfil da plateia: segundo a FGV, 43% do público do GP de São Paulo tinha entre 18 e 29 anos, e as mulheres, que eram 21% em 2021, já passam de um terço.

Por isso, a marca quer ampliar as ocasiões de consumo, com presença em gastronomia, moda, música e cinema. “Preservamos um ritual histórico, mas o inserimos em um universo que está em constante transformação”, diz Quintero. Em São Paulo, a expectativa é dobrar o consumo de champanhe durante a semana do GP. No dia da corrida, o ritual chega ao pódio em Jeroboams feitos para a etapa: três para o banho, três de presente aos pilotos e três assinados pelos vencedores, que seguem para o acervo da Moët.

Por que isso importa: o caso mostra como um gesto nascido de um brinde em 1950 virou um ativo de marca que sustenta um contrato bilionário e conversa com um público mais jovem e feminino. Para o mercado de luxo, o paddock é um lugar de relacionamento, onde um champanhe pode abrir portas para novos clientes e parcerias.

Com informações de Forbes Brasil.