O dia foi de oscilação para a Vivara na bolsa. As ações da maior rede de joalherias do país, negociadas na B3 sob o código VIVA3, fecharam em queda depois da divulgação dos resultados do terceiro trimestre, mas ficaram bem acima das mínimas registradas ao longo do pregão. Em outras palavras, o tombo da abertura foi parcialmente revertido, sinal de que os investidores analisaram o balanço com cautela, sem uma reação de pânico.
Esse tipo de movimento é comum em dias de balanço. O papel reage de imediato aos números e à fala da diretoria, e depois, ao longo do pregão, analistas e investidores ajustam as projeções. Para uma empresa de varejo de joias, os pontos observados com mais atenção costumam ser o desempenho das lojas já existentes, o ritmo de abertura de novas unidades, a margem e a força do e-commerce.
A Vivara tem um modelo que a diferencia de boa parte do varejo. A companhia une a produção das próprias peças, feita em fábrica em Manaus, à venda direta em lojas e canais digitais, o que lhe dá controle sobre design, custo e prazo. Além da marca que leva seu nome, a empresa opera a Life by Vivara, voltada a um público mais jovem e a presentes de entrada. A estreia na bolsa aconteceu em 2021.
Para a leitora que acompanha o mercado de luxo, o episódio mostra como o setor de joias é sensível ao consumo das famílias e a datas de grande venda, como Dia das Mães, Dia dos Namorados e fim de ano. Por isso, o balanço do terceiro trimestre, que antecede a reta final do ano, é um termômetro importante. O que vem a seguir é a leitura do desempenho no Natal, a época mais aguardada pelo varejo de joias.





