A alfaiataria de luxo masculina segue firme em um momento de cautela no setor. O Ermenegildo Zegna Group, dono da Zegna e da Thom Browne e licenciado da Tom Ford Fashion, informou que a receita do terceiro trimestre de 2026 somou € 433,8 milhões (cerca de R$ 2,6 bilhões, em conversão aproximada), alta de 8,9% sobre o mesmo período do ano anterior.
A marca Zegna puxa o resultado
O principal destaque foi a própria Zegna, que registrou receita de € 283,8 milhões (aproximadamente R$ 1,7 bilhão), avanço de 13,8%. A Tom Ford Fashion também fechou no azul, com € 69,6 milhões (perto de R$ 420 milhões) e crescimento de 5,4%.
A Thom Browne foi a exceção do trimestre. A marca americana, conhecida pela alfaiataria de proporções próprias, teve queda de 5,9% e receita de € 45,4 milhões (cerca de R$ 270 milhões).
Loja própria cresce, atacado recua
O canal de venda direta ao consumidor (DTC, na sigla em inglês), que reúne lojas próprias e comércio online, avançou 13% e chegou a € 335,3 milhões (cerca de R$ 2 bilhões). O motor foi a Zegna, cujo DTC cresceu 18,2% em escala global.
O atacado, que abastece lojas multimarcas e de departamento, andou na direção oposta. A receita caiu 5,2%, para € 63,4 milhões (aproximadamente R$ 380 milhões).
Todas as regiões cresceram, mas Américas e Grande China foram os destaques, com altas de 14% e 8,7%, respectivamente. Para a leitora que acompanha o mercado de luxo, o recado é claro: o grupo italiano ganha força ao controlar a experiência de venda em suas próprias lojas, enquanto o atacado perde espaço. A fonte indica que a cobertura segue em andamento, e novos detalhes sobre o desempenho do grupo ainda podem surgir.





