Vinte milhões de renminbis, ou US$ 2,9 milhões (cerca de R$ 16 milhões, em conversão aproximada), foi o que a Alo vendeu na primeira semana de operação de sua nova loja em Hong Kong, segundo a imprensa local. O número impressiona ainda mais porque a unidade começou a funcionar em modo de soft opening em 25 de setembro, uma semana antes do feriadão da Golden Week na China, um dos períodos de maior movimento do varejo de luxo na Ásia.
A inauguração oficial aconteceu em 16 de outubro, no shopping K11 Musea. A loja, batizada de Sanctuary, ocupa mais de 7 mil pés quadrados (cerca de 650 m²) distribuídos em dois andares, com vista para o Victoria Dockside. Fica perto do hotel Rosewood, parceiro da marca de roupas esportivas. Ali, a Alo apresenta toda a sua linha: moda feminina e masculina, calçados, acessórios, bolsas de couro e óculos de sol.
Drones, aura e sound healing
A festa de abertura teve um show com 3 mil drones e uma programação que traduz o universo de bem-estar da marca: sessões de sound healing, personalização de diários, fotografia de aura e desenhos de moda. A embaixadora global Jisoo recebeu os convidados, ao lado das modelos Ming Xi e Stella Maxwell.
Ao longo do fim de semana, a agenda incluiu consulta de medicina tradicional chinesa, caminhadas, yoga, pilates, exercícios de respiração e sets de DJs ao vivo. A Alo diz que a loja marca um passo importante na expansão pelo norte da Ásia e reforça o papel de Hong Kong como mercado-chave para a sua comunidade de bem-estar.
Segundo a imprensa local, os turistas responderam por 60% das vendas da primeira semana. Horace Lam, CEO da K11 Hong Kong, disse aos veículos locais que o desempenho da Alo reflete a estratégia do shopping de atrair compradores mais jovens e de alto gasto. O K11 Musea também deve receber The Place LV, conceito híbrido de varejo da Louis Vuitton que já existe em Seul e Bangkok, além de reformar as lojas de Prada, Miu Miu e Max Mara.
Berlim e o plano para a China continental
A ofensiva da Alo não para na Ásia. Em 15 de outubro, a marca abriu sua primeira loja em Berlim, uma Sanctuary de 6 mil pés quadrados (cerca de 560 m²). Para apresentar o programa de bem-estar à cidade, promoveu uma aula de yoga à luz de velas no Tempodrom, casa de shows no centro da capital alemã. Benedetta Petruzzo, CEO internacional da Alo, afirmou que a criatividade de Berlim é um cenário distinto para a abordagem de “vestuário premium e bem-estar” com raízes na Califórnia, e que a marca chega com mentalidade de longo prazo.
Na China, a Alo já inaugurou um pop-up no Zhangyuan, em Xangai, e trabalha com a estratégia de “oito lojas em sete cidades” no país. Os próximos endereços são o HKRI Taikoo Hui, em Xangai, o China World Mall, em Pequim, o Lee Gardens, em Hong Kong, o Galaxy Promenade, em Macau, o Bay MixC, em Shenzhen, o in77, em Hangzhou, e o Taikoo Li, em Chengdu.
Para quem acompanha o mercado, o movimento mostra que o athleisure premium disputa o mesmo território dos grandes nomes do luxo: shoppings de alto padrão, turistas de alto poder de compra e experiências que vendem estilo de vida, não só roupa. Os resultados dos próximos endereços dirão se a estreia em Hong Kong é um caso isolado ou o modelo de uma expansão global.





