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Negócios

Puig fatura € 1,39 bilhão no trimestre, com perfumaria de nicho e make em alta

A dona de Carolina Herrera e Charlotte Tilbury cresceu 5,6% no terceiro trimestre, puxada por perfumes de nicho, maquiagem, dermocosméticos e Ásia-Pacífico.

Redação Novidades e Joias
21 de outubro de 2026, 23h42 · 3 min de leitura
Puig fatura € 1,39 bilhão no trimestre, com perfumaria de nicho e make em alta
Arte: Novidades e Joias

A maquiagem da Charlotte Tilbury ajudou a virar o jogo para a Puig: a categoria de make cresceu 16,1% no terceiro trimestre de 2026 e chegou a € 269,7 milhões (cerca de R$ 1,6 bilhão, em conversão aproximada). No total, a gigante espanhola da beleza e da moda registrou receita de € 1,39 bilhão (aproximadamente R$ 8,3 bilhões), alta de 5,6% em base comparável, ou seja, descontando efeitos de câmbio e de mudanças no perímetro da empresa.

O resultado confirma uma aceleração ao longo do ano: o primeiro trimestre havia crescido 4,7%, e o segundo, 4,1%. Para o CEO José Manuel Albesa, o ritmo foi amplo, tanto entre segmentos quanto entre regiões. Ele destacou que Ásia-Pacífico, perfumes de nicho, dermocosméticos e maquiagem tiveram crescimento de dois dígitos, ao lado do avanço saudável de perfumaria e moda.

Perfumaria e moda: Herrera brilha, Gaultier e Rabanne se estabilizam

A divisão de perfumaria e moda é a maior do grupo e somou € 985,8 milhões (cerca de R$ 5,9 bilhões), com alta de 3,9%. O impulso veio principalmente dos perfumes de nicho e da Carolina Herrera, que cresceram dois dígitos. Já Rabanne e Jean Paul Gaultier entram numa fase de normalização depois de, nas palavras do diretor financeiro Miquel Angel Serra, terem dobrado ou triplicado de tamanho nos últimos cinco anos.

No caso de Gaultier, a Puig tenta reacender o crescimento com o lançamento de La Favorite em mercados europeus estratégicos, com chegada global prevista para o próximo ano. Serra afirmou que a fragrância já está entre as 15 mais vendidas na França, um dos mercados mais difíceis para quem aposta em novidades.

Dermocosméticos e o peso da Ásia

Os cuidados com a pele recuaram 0,8%, para € 135,3 milhões (cerca de R$ 812 milhões). Segundo o grupo, o skincare premium segue fraco, mas os dermocosméticos cresceram dois dígitos, impulsionados pela Uriage. Por região, Europa, Oriente Médio e África (EMEA) somaram € 727,5 milhões (cerca de R$ 4,4 bilhões), alta de 3,8%. As Américas avançaram 6,2%, para € 506,7 milhões (cerca de R$ 3 bilhões). A Ásia-Pacífico foi o destaque, com salto de 12,9%, a € 156,5 milhões (cerca de R$ 939 milhões).

A aposta em dermocosméticos ganha ainda mais força com a compra dos 50% restantes da marca espanhola ISDIN, anunciada em 14 de setembro. Albesa a descreveu como uma marca de ponta em skincare, fotoproteção e fotoenvelhecimento, com credibilidade médica, e disse não ter dúvida de que esse será o segmento de skincare que mais crescerá no próximo ano.

O momento é de comparação no setor: a divisão de perfumes e cosméticos da LVMH teve alta orgânica de 1%, a € 2 bilhões (cerca de R$ 12 bilhões), no mesmo trimestre. A L’Oréal divulga seus números na quinta-feira, e a Estée Lauder apresenta o primeiro trimestre fiscal em 2 de novembro. O próximo passo da Puig será o Capital Markets Day, em 28 de outubro, em Madrid, quando a empresa deve apresentar seu plano para os próximos anos.

Com informações de Vogue.