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Estilo

Wrangler e Imogene + Willie lançam jeans feito nos EUA com tecido de estoque raro

Terceira e última parte da coleção chega em 7 de novembro, com jeans western de tecido de estoque de uma fábrica fechada na Carolina do Norte.

Redação Novidades e Joias
6 de novembro de 2026, 10h45 · 3 min de leitura
Wrangler e Imogene + Willie lançam jeans feito nos EUA com tecido de estoque raro
Arte: Novidades e Joias

Depois de mais de duas décadas, a Wrangler voltou a produzir uma coleção inteiramente em solo americano. O feito vem em parceria com a Imogene + Willie, marca de Nashville, e a terceira e última parte do projeto chega em 7 de novembro, com peças de denim em modelagens western, entre elas uma camisa western rígida com botões de pressão.

A coleção foi dividida em três lançamentos e feita 100% nos Estados Unidos. As duas equipes recorreram a parceiros que já conheciam, como a Mount Vernon Mills, em Trion, na Geórgia, e a ateliês de confecção e lavanderias em Los Angeles. A Wrangler entrou com um trunfo cobiçado: tecidos de estoque antigo (os chamados deadstock) da White Oak, fábrica de denim de Greensboro, na Carolina do Norte, hoje fechada.

Do arquivo da Wrangler para a passarela

Para Jackie Berkley, diretora de pessoas e cultura da Imogene + Willie, a ideia era fugir da avalanche de collabs sem propósito. “Há muitas colaborações acontecendo hoje, e queríamos que a nossa tivesse uma razão real para existir”, afirmou. A marca de Nashville, fundada em 2009 e com o denim no centro de sua identidade, teve acesso aos arquivos da Wrangler e reinterpretou peças originais. A equipe estudou de perto padrões que não eram produzidos havia anos, além de lavagens, costuras e acabamentos.

O primeiro lançamento usou o denim selvedge (com ourela) da Cone Mills White Oak, uma surpresa para as próprias equipes. A Wrangler não era conhecida por esse tipo de tecido, mas lançou um único modelo com ele em 1964, o 10MW. O estoque encontrado permitiu reproduzir a peça com autenticidade. Como o material era limitado, a quantidade de tecido disponível definiu em parte quanto poderia ser fabricado.

No segundo lançamento, a protagonista foi a Mount Vernon Mills, conhecida por ter desenvolvido originalmente os tecidos de sarja quebrada lavada usados nos modelos cowboy cut da Wrangler. A fábrica também criou um denim 2×1 lavado, para reproduzir a sarja de torção à direita usada pela marca, e uma sarja de algodão tingida, lavada e desgastada para lembrar uma jaqueta vintage muito querida. Segundo Berkley, a Mount Vernon é parceira da Imogene + Willie há anos e sempre topou trabalhar com a marca, mesmo ela sendo pequena.

Cadeia produtiva local como recado

Berkley defende que a parceria mostra o que é possível quando marcas de portes diferentes se unem pela produção americana. “Para que fábricas e fabricantes locais sobrevivam, eles precisam de negócios constantes e de marcas dispostas a investir em suas capacidades”, disse. A Imogene + Willie já pratica essa lógica no Cotton Project, que reúne agricultores, fábricas e produtores num raio de 640 km (400 milhas) da sede, em Nashville, para fazer camisetas e jeans.

O que importa nessa história vai além da nostalgia do jeans western. Quando uma gigante com o histórico da Wrangler decide fabricar localmente, ainda que em série limitada, ela leva essa discussão a um público muito maior. Berkley espera que o projeto incentive novos investimentos nessas fábricas e que a próxima geração possa aprender com quem dedicou a vida ao ofício. Para quem acompanha o mercado de moda, a coleção mostra como tecido de arquivo, relações de longa data e escassez controlada podem sustentar um produto de desejo.

Com informações de WWD.