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Luxo

Knob Creek 21 anos, o bourbon mais velho da marca, volta em 2026 por US$ 250

Edição limitada do bourbon de 21 anos da Knob Creek retorna sem aumento de preço: US$ 250, cerca de R$ 1.400, e já está nas prateleiras americanas.

Redação Novidades e Joias
19 de outubro de 2026, 18h12 · 3 min de leitura
Knob Creek 21 anos, o bourbon mais velho da marca, volta em 2026 por US$ 250
Arte: Novidades e Joias

Vinte e um anos em barril de carvalho é uma eternidade para um bourbon. A Knob Creek anunciou que o Knob Creek 21, o rótulo mais velho que a marca já lançou, está de volta em 2026 em edição limitada. O preço sugerido continua em US$ 250 (cerca de R$ 1.400, em conversão aproximada), o mesmo do ano passado.

A Knob Creek pertence à Jim Beam Small Batch Collection, ao lado de Baker’s, Booker’s e Basil Hayden. O bourbon de linha da marca tem 9 anos e é engarrafado a 100 proof, o equivalente a 50% de álcool. Há alguns anos, a casa passou a lançar versões limitadas com idade declarada, de 12, 15 e 18 anos, todas muito bem recebidas pelos fãs da Beam. O 21 anos é o passo mais ambicioso dessa série.

Por que 21 anos é uma aposta arriscada

Quem acompanha uísque sabe que mais velho nem sempre significa melhor, e isso vale ainda mais para o bourbon. Ele amadurece em um clima bem mais quente que o do scotch, e a lei americana exige barris novos de carvalho carbonizado, não barris já usados. A bebida interage de forma intensa com a madeira, e um bourbon que passa de cerca de 15 anos em Kentucky corre o risco de ficar amargo e tânico, dominado pelo carvalho.

Segundo Jonah Flicker, crítico de uísque da Robb Report, não foi o que aconteceu aqui. Cético no lançamento, em 2025, ele concluiu que o 21 anos superava até a versão de 18. Ele não provou o lote deste ano, mas as notas que anotou na edição anterior apontam um paladar conduzido pelo clássico amendoim das destilarias Beam. Em volta aparecem chocolate amargo, amora, maple, couro, tabaco, baunilha queimada e coco tostado.

O que ficou no barril

O único senão apontado pelo crítico é a graduação alcoólica: o rótulo sai a 100 proof, igual à maior parte da linha. Tim Heuisler, embaixador global da Beam, contou à Robb Report no ano passado que o líquido saiu do barril com cerca de 110 proof (55% de álcool) depois de mais de duas décadas na madeira. Por causa da chamada parte dos anjos, a porção que evapora durante o envelhecimento, restou apenas cerca de um quarto do volume original. Flicker acredita que o bourbon ficaria ainda melhor perto dessa força de barril, que nesse caso nem é tão alta.

A boa notícia para colecionadoras e apreciadoras é que o rótulo ainda é encontrado nos Estados Unidos por valor próximo ao sugerido, em lojas especializadas de todo o país e em sites como o da Total Wine. Por ser edição limitada, vale não adiar a compra.

O retorno do Knob Creek 21 mostra que o bourbon americano de luxo está testando seus limites de idade, com garrafas que disputam espaço com os single malts escoceses. Quando a aposta dá certo, como parece ser o caso, a Knob Creek ganha prestígio e o consumidor ganha uma garrafa de colecionador que ainda cabe em um orçamento de presente especial.

Com informações de Robb Report.