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Estilo

Fifi’s Custom Wigs, de Nova Orleans, faz perucas de US$ 60 a US$ 600

No French Quarter, a loja fundada em 1977 cria perucas com navios pirata, frango frito e bolas de discoteca, e vive seu segundo pico no Halloween.

Redação Novidades e Joias
22 de outubro de 2026, 20h43 · 4 min de leitura
Fifi's Custom Wigs, de Nova Orleans, faz perucas de US$ 60 a US$ 600
Arte: Novidades e Joias

Uma peruca com um navio pirata sendo derrubado por tentáculos. Outra com um balde de frango frito feito à mão, peça por peça. Essas criações saíram do ateliê da Fifi’s Custom Wigs, loja do French Quarter, o bairro histórico de Nova Orleans, que virou parada obrigatória de moradores e turistas na temporada de Halloween.

A casa foi fundada em 1977 por Marcy Hesseling e, em 2023, passou para as mãos de Thomas O’Donnell e do marido, Neil Ard. O casal havia acabado de se mudar de Nova York, onde O’Donnell trabalhava com teatro e Ard, com moda. Para os dois, o negócio reunia as duas carreiras. O’Donnell conta que começou num emprego de meio período, só por diversão, até que a fundadora os “pegou de surpresa” com a proposta de venda, num estilo que ele compara ao de Willy Wonka.

De US$ 60 a US$ 600: o luxo do feito sob medida

A loja trabalha em duas frentes. Na primeira, há centenas de perucas prontas, em todos os estilos, cores e comprimentos, empilhadas e disponíveis na hora. Segundo O’Donnell, qualquer pessoa pode entrar e sair parecida com Dolly Parton. Na segunda, a das encomendas personalizadas, está a fama da casa: o cliente chega com um personagem em mente e a equipe cria a peça que completa o visual.

O repertório já incluiu perucas inspiradas em asas de borboleta, bolas de discoteca e jardins tropicais, além de um modelo de vilão de Sexta-Feira 13. A proposta, diz O’Donnell, é atender o cliente onde ele está e tornar a experiência acessível: o orçamento pode ser de US$ 60 (cerca de R$ 330, em conversão aproximada) ou de US$ 600 (cerca de R$ 3.300, também aproximado). O tempo de produção varia de algumas horas a dias ou semanas, conforme a complexidade.

A diretora criativa, Bridget Broyles, lidera os desenhos, e os próprios donos também colocam a mão na massa. Ela afirma gostar sobretudo das perucas com cenas inteiras no topo, e diz que o desafio é transformar ideias malucas em algo que se possa usar. Foi assim que nasceu a peça inspirada na rede de frango frito Popeyes, que a obrigou a descobrir como fazer frango frito em miniatura.

Do Halloween ao Mardi Gras, sempre há motivo para uma peruca

O Halloween é a segunda temporada mais movimentada da Fifi’s, atrás apenas do Mardi Gras, o carnaval de Nova Orleans. As encomendas personalizadas abrem no verão, e em outubro o ateliê funciona a todo vapor. Na área de atendimento, todas as cadeiras ficam ocupadas e os clientes aguardam a vez por um novo visual. O’Donnell descreve o clima como um caos no melhor sentido.

Há também os clássicos que se repetem todos os anos: rainhas de baile ensanguentadas, Medusas sensuais e versões mais sombrias de Maria Antonieta. Passado o Halloween, a loja se volta para os fascinators de Ação de Graças e para as perucas de fim de ano. Com tantos desfiles, almoços festivos, despedidas de solteira e festas privadas ao longo dos meses, a cidade raramente fica sem ocasião.

A história da Fifi’s mostra como um negócio artesanal pode prosperar quando junta criatividade, preço flexível e uma cidade que leva a fantasia a sério. Para quem acompanha moda e estilo, é um lembrete de que o acessório teatral, longe de ser apenas brincadeira de uma noite, sustenta um mercado ativo o ano inteiro. Como resume O’Donnell, em Nova Orleans sempre se acha um pretexto para usar uma peruca.

Com informações de Vogue.