A pulseira tennis, aquela fileira contínua de pedras que antes ficava reservada a grandes celebrações, virou joia de uso diário. Hoje há versões com safira, espinélio, topázio, opala e aquamarina, além de modelos com letras gravadas. O preço começa abaixo de US$ 100 (cerca de R$ 550, em conversão aproximada) e chega à casa dos cinco dígitos em dólar nas grifes mais tradicionais.
Segundo a WWD, a mudança de status tem a ver com a ascensão do luxo discreto e da estética tenniscore, que colocaram a peça como acessório capaz de refinar looks casuais e formais. O TikTok ajudou a reacender o interesse, mas a relevância vai além da moda passageira. Marcas contemporâneas reinventam o clássico com diamantes cultivados em laboratório, pedras coloridas, lapidações variadas e detalhes em engaste de bisel, o que também tornou a joia mais acessível.
Quem usa e como combinar
Hailey Bieber e Taylor Swift já adotaram a pulseira com peças de estilo despretensioso, como regatas e jeans largos. Entre os homens, Lenny Kravitz costuma assumir o estilo em premiações como o Grammy, mostrando que a joia não tem gênero. Nas últimas semanas de moda, o street style de Paris e Berlim mostrou a pulseira empilhada sobre relógios brilhantes, entre o Bone Cuff de Elsa Peretti e outras peças estruturadas, ou no braço que carrega uma bolsa de impacto.
Cartier e Tiffany seguem com opções na faixa dos cinco dígitos em dólar (acima de R$ 55 mil, em conversão aproximada). Ao mesmo tempo cresce a procura por alternativas para bolsos diferentes, e é aí que surgem as marcas digitais.
Os modelos que chamam atenção
A Blue Nile, pioneira da joalheria digital, aplica ao formato duas tendências de anéis de noivado: a orientação leste-oeste e o engaste de bisel. Diamantes naturais de corte marquise ficam presos em ouro amarelo 14 quilates, e a cliente escolhe quilatagem, tipo de diamante e metal. A americana Goodstone aposta no drama com diamantes ovais grandes em sequência, base de ouro branco e sete opções de comprimento. O site oferece ainda um recurso virtual de “provar” a peça.
A Angara, especialista em pedras coloridas, destaca a aquamarina em tamanhos variados e usa um raro fecho toggle, que facilita colocar e tirar a pulseira e funciona como detalhe decorativo. A Ring Concierge traz uma versão personalizável, com palavra ou frase de até 10 caracteres na fonte escolhida. Já a Brilliant Earth tem um best-seller em degradê de safira, espinélio e topázio, em ouro amarelo 14 quilates, indicado para peles sensíveis a metais, com fecho de caixa. A Vrai usa diamantes de corte baguete, polidos e unidos à mão, num engaste minimalista que acompanha o pulso, e também tem uma versão mais encorpada.
Para quem foge dos diamantes, a Mint & Lily vende na Nordstrom a Blue Opal Tennis Bracelet, com base banhada a ouro 18 quilates e cor iridescente, por menos de US$ 100. Uma cliente relatou à loja que usa a peça todos os dias há cerca de quatro semanas, sem problemas no fecho, e que procura marcas que resistam ao uso permanente.
O recado para a leitora é que a pulseira tennis deixou de ser exclusiva de ocasiões especiais. Com tantas variações de pedra, lapidação e preço, ela cabe tanto como investimento quanto como presente de fim de ano, e pode ser usada sozinha ou empilhada com outras peças.





