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Joias

Palácio de Buckingham reúne 300 joias reais em mostra inédita em 2027

A King’s Gallery abre em junho de 2027 a primeira exposição sobre 500 anos de joias reais britânicas, com dois terços das peças nunca exibidas.

Redação Novidades e Joias
22 de outubro de 2026, 13h43 · 4 min de leitura
Palácio de Buckingham reúne 300 joias reais em mostra inédita em 2027
Arte: Novidades e Joias

Mais de 300 peças, e cerca de dois terços delas jamais vistas pelo público. É esse o tamanho da exposição que a King’s Gallery, no Palácio de Buckingham, em Londres, abre em junho de 2027. A mostra será a primeira dedicada a explorar cinco séculos de joalheria da realeza britânica e ficará em cartaz por nove meses.

Batizada de “Royal Jewellery: From Coronations to Keepsakes” (algo como “Joias Reais: das Coroações às Lembranças”, em tradução livre), a exposição vai do século XVI aos dias atuais. Joias usadas por monarcas como Henrique VIII, Carlos II, a rainha Vitória e a rainha Elizabeth II aparecerão ao lado de pinturas, desenhos de design e documentos da Coleção Real e dos Arquivos Reais. A proposta é contar, por meio das peças, histórias de política, diplomacia, identidade, fé, luto e amor.

Das ourivesarias reais às grandes maisons

O recorte vai de trabalhos de antigos ourives da corte a criações da Garrard & Co., da Cartier, da Boucheron e da Fabergé. As curadoras Caroline de Guitaut e Kathryn Jones afirmam que a mostra reunirá “algumas das joias reais mais importantes e espetaculares da história britânica”, que “testemunharam os momentos decisivos da vida real” e oferecem “um olhar profundamente pessoal” sobre as pessoas e as relações que moldaram a monarquia ao longo das gerações.

Um detalhe importante para quem pensa em coroas: as Joias da Coroa (Crown Jewels) não fazem parte da exposição e seguem na Torre de Londres. Em compensação, haverá peças criadas para coroações e grandes cerimônias. Entre elas está o Diamond Diadem, feito para a coroação do rei George IV e depois eternizado em moedas, cédulas e selos com a imagem de Elizabeth II. Também estará lá a Small Diamond Crown, da rainha Vitória, tão associada à soberana que foi colocada sobre o caixão dela durante o velório público.

Outro núcleo percorrerá as joias ligadas a cada rainha e consorte, de Charlotte a Elizabeth II, acompanhando a mudança do gosto: o esplendor georgiano, o sentimentalismo vitoriano, o Art Déco de linhas limpas e os desenhos ousados de meados do século XX.

Estreias e lembranças íntimas

Entre as peças que serão exibidas pela primeira vez estão o conjunto de granadas da rainha Charlotte, agora relacionado a ela por pesquisas recentes, e o bracelete articulado em forma de serpente da rainha Alexandra, cravejado de diamantes e com uma pérola negra. Há ainda um pendente Fabergé de água-marinha e diamantes que a rainha Mary deu à neta, a futura Elizabeth II, e o colar Greville de esmeraldas e diamantes, parte do legado de Dame Margaret Greville à rainha Elizabeth, a Rainha Mãe.

O lado mais afetivo aparece na história de Vitória e do príncipe Albert, do namoro à viuvez. Estarão expostos o primeiro anel de Vitória, usado ainda bebê, e o broche de diamantes que Albert lhe deu na véspera do casamento. Também entram um bracelete com seixos colhidos na primeira viagem do casal a sós e um broche de cardo que guarda o primeiro dente de leite da filha mais velha, retirado pelo próprio Albert. Fecha o conjunto o anel de luto de Vitória, com a fotografia de Albert e as iniciais entrelaçadas dos dois.

A exposição incluirá ainda joias ligadas ao culto a Carlos I após sua execução, como as abotoaduras que ele teria usado no cadafalso e entregado a apoiadores leais. Será a primeira vez que serão vistas em público.

Por que importa: além de reunir peças raras, a mostra será acompanhada de um livro de mesmo nome, o primeiro estudo abrangente já publicado sobre a coleção de joias reais britânicas. Para quem ama alta joalheria, é a chance de ver como diamantes, pérolas e esmeraldas serviram para marcar poder, afeto e memória e como continuam ajudando a moldar a imagem da monarquia hoje.

Com informações de WWD.