Uma executiva que passou quase vinte anos dentro da Marc Jacobs agora volta para comandá-la. Emily George foi nomeada presidente global da grife americana a partir de 1º de novembro. Ela assume o lugar de Eric Marechalle, CEO por nove anos, que deixa a empresa no fim deste mês.
Marc Jacobs continua como diretor criativo e segue à frente da visão da marca. O que muda é a estrutura de negócios ao redor dele, que começa a se reorganizar sob o novo controle acionário. Emily vai supervisionar diretamente a equipe de liderança sênior.
Uma venda de peso, vinda da LVMH
A virada tem origem em setembro, quando a G-III Apparel Group, fabricante de moda, e a WHP Global, especializada em gestão de marcas, compraram juntas a propriedade intelectual da Marc Jacobs do conglomerado LVMH Moët Hennessy Louis Vuitton. Cada uma pagou US$ 425 milhões (cerca de R$ 2,3 bilhões, em conversão aproximada). A G-III desembolsou ainda cerca de US$ 75 milhões (aproximadamente R$ 410 milhões) pela operação do negócio, que agora fica sob a liderança de Emily.
Ela conhece a casa por dentro. Atuou por quase duas décadas na Marc Jacobs, em cargos de liderança nas áreas de vendas, varejo e operações comerciais. No início deste mês, entrou na G-III como presidente de direct-to-consumer (vendas diretas ao consumidor) para a América do Norte, com foco na grife. Antes disso, foi presidente para as Américas e do atacado global da Balmain.
O que muda, e o que fica
Segundo a publicação, boa parte do que o público vê deve permanecer igual, e Marc Jacobs seguirá com seus desfiles regulares. Os novos donos, porém, têm planos de crescimento. Entre eles está o relançamento da Marc by Marc Jacobs, a linha secundária, depois de mais de dez anos. A WHP também avalia oportunidades de licenciamento para a marca.
Morris Goldfarb, presidente e CEO da G-III, agradeceu a Marechalle e disse que ele deu contribuições importantes ao longo de nove anos, fortalecendo o negócio e criando uma base sólida para o futuro. Sobre Emily, afirmou que ela é uma líder excepcional, com ampla experiência em varejo e atacado e um profundo entendimento da Marc Jacobs. Para ele, a ligação de longa data com a grife a coloca em posição única para conduzir a empresa adiante.
A mudança importa porque une um rosto familiar a uma fase de reinvenção. Com a grife fora do guarda-chuva da LVMH, a aposta é em crescimento por novas linhas e licenciamentos, sem mexer no papel criativo de Marc Jacobs. Agora, o desafio de Emily George será equilibrar esses planos com a identidade que fez a marca conhecida.





