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Estilo

Zane Li, da marca Lii, vence o CFDA/Vogue Fashion Fund 2026 e leva US$ 300 mil

Estilista da Lii leva prêmio de US$ 300 mil; Emily Dawn Long e Aisling Camps ficam com US$ 100 mil cada em jantar em Nova York.

Redação Novidades e Joias
20 de outubro de 2026, 21h40 · 4 min de leitura
Zane Li, da marca Lii, vence o CFDA/Vogue Fashion Fund 2026 e leva US$ 300 mil
Arte: Novidades e Joias

Zane Li, à frente da marca Lii, é a grande vencedora do CFDA/Vogue Fashion Fund 2026, um dos prêmios mais cobiçados da nova geração da moda americana. Ela leva para casa US$ 300 mil (cerca de R$ 1,65 milhão, em conversão aproximada). Emily Dawn Long e Aisling Camps foram escolhidas como as duas vice-campeãs e recebem US$ 100 mil cada (algo em torno de R$ 550 mil).

O resultado foi anunciado na terça-feira à noite, em um jantar de celebração no The Crane Club, em Nova York. A anfitriã da noite foi um time de peso: Tory Burch, Thom Browne, Chloe Malle e Anna Wintour. Além do dinheiro, vencedora, vice-campeãs e demais finalistas ganham mentoria de negócios, um apoio que costuma pesar tanto quanto o cheque para quem está construindo uma marca.

Os dez finalistas e o desafio de materiais

A lista completa dos finalistas deste ano reúne, além das três premiadas, Amir Taghi, Terrence Zhou (da Bad Binch TongTong), Jamie Haller, Julia Ferentinos (da Juju Vera), George Inaki (da Milamore), Claire Sullivan (da Miss Claire Sullivan) e Zoe Gustavia Anna Whalen.

Nesta temporada, a organização Humane World for Animals, que atua há mais de 70 anos na proteção animal e antes se chamava Humane Society of the United States e Humane Society International, entrou como parceira do desafio de design. Os finalistas participaram do Material Innovation Challenge, que dá destaque a têxteis de base biológica e à busca por uma moda mais sustentável e livre de crueldade animal. Chloe Malle, diretora de conteúdo editorial da Vogue americana, resumiu o espírito do grupo ao citar de seda feita de casca de laranja a materiais inspirados em dinossauros pré-históricos. Segundo ela, em um momento em que seguir a manada parece mais fácil, esses estilistas fazem justamente o contrário.

Thom Browne, presidente do CFDA (o conselho que reúne os estilistas americanos), disse que o fundo é um lembrete de por que a indústria deve continuar defendendo vozes originais e criatividade verdadeira. Para ele, apoiar o futuro desses talentos é responsabilidade do setor, e a individualidade de cada um é o que torna a moda americana tão envolvente.

Quem decide e quem patrocina

O comitê de seleção de 2026 teve Aurora James (da Brother Vellies e da Fifteen Percent Pledge), Chloe Malle e Nicole Phelps, da Vogue, o estilista Christopher John Rogers, Denise Magid, da Bloomingdale’s, Eva Chen, do Instagram, a modelo Paloma Elsesser, Thom Browne e Yumi Shin, da Nordstrom. A edição é apoiada por Bloomingdale’s, Humane World for Animals, Instagram, Nordstrom e Vogue, o que dá aos finalistas acesso direto a varejo e a plataformas de visibilidade.

No ano passado, a vencedora foi Ashlynn Park, que recebeu os mesmos US$ 300 mil e mentoria dedicada. Julian Louie, da marca masculina Aubero, e Stephanie Suberville, da Heirlome, ficaram com os prêmios de vice-campeões.

Criado após os atentados de 11 de setembro de 2001 para impulsionar talentos emergentes, o fundo já ofereceu mentoria a 200 estilistas e mais de US$ 8,2 milhões em apoio (cerca de R$ 45 milhões, em conversão aproximada). Entre os nomes que passaram pelo programa estão Billy Reid, Bode, Christopher John Rogers, Simkhai, Altuzarra, Proenza Schouler, Pyer Moss e The Elder Statesman. Das marcas que participaram, 41% têm mulheres como donas total ou parcialmente, e 40% pertencem total ou parcialmente a minorias.

Para a leitora brasileira, o prêmio é um bom termômetro: ele mostra quais jovens marcas Nova York aposta como as próximas grandes. Com o aporte e a rede de contatos do CFDA e da Vogue, Zane Li e a Lii entram agora na lista de nomes a acompanhar de perto nas próximas temporadas.

Com informações de WWD.