Terracota, cobre, amarelo-girassol e verde-oliva profundo: essa é a paleta que a maquiadora Selena Graham indica para quem foi classificada como “outono quente” em uma análise de coloração pessoal. A tendência, que já domina as redes sociais e chega com força ao Brasil, tem agora um passo a passo assinado por profissionais que trabalham com celebridades, em reportagem do site americano WWD.
Para quem não está familiarizada com o termo, a análise de coloração divide as pessoas em quatro estações (primavera, verão, outono e inverno) conforme o subtom da pele, dos olhos e dos cabelos. O outono quente reúne os tons ricos e terrosos, como maçã, abóbora e caramelo. Trocar a roupa por peças nessa cartela é simples. Já a maquiagem, segundo a reportagem, exige mais atenção.
Olhos e pele: calor sem peso
Graham sugere apostar no contraste “complementar” para fazer o visual ganhar vida: uma camada de taupe na pálpebra, um blush discreto e um lábio finalizado com gloss neutralizante. Pode parecer ousado para uma pele tão quente, mas a maquiadora afirma que o resultado costuma realçar os traços de maneira inesperada.
Alexa Persico, fundadora da marca de maquiagem que leva seu nome, defende que o segredo é valorizar o calor natural da pele em vez de competir com ele. “Não confunda calor com maquiagem pesada”, afirma. A ideia é usar os tons de outono mantendo a pele fresca, luminosa e jovem. Para os olhos, ela recomenda brincar com dimensão, combinando bronze, marrom-chocolate e tons de oliva. Seu truque preferido é trocar o delineador preto, mais duro, por um marrom profundo, que define o olhar sem perder a suavidade.
Na base, a maquiadora de celebridades Robin Schoen orienta escolher um produto com subtom dourado ou amarelado. O tom certo é aquele que se une ao pescoço e ao colo sem marcas, para que tudo conte a mesma história de cor. Os pontos a corrigir devem receber um corretivo cremoso de base amarela, e a zona T, um leve toque de pó translúcido para controlar o brilho.
Blush e lábios para fechar
Nas maçãs do rosto, Schoen indica o mesmo bronze usado nas pálpebras, coberto por uma camada de blush pêssego ou tangerina. Para finalizar, um batom coral, pêssego ou canela, que, nas palavras dela, deixa uma impressão duradoura.
Por que isso importa: a análise de coloração é um ótimo ponto de partida para quem não sabe por onde começar, mas as especialistas fazem questão de lembrar que não existem regras rígidas. Graham aconselha não ficar presa à cartela a ponto de evitar tons fora dela. Em outras palavras, a paleta é um guia, não uma sentença.





