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Estilo

CGM Atelier del Borgo estreia com moda 100% feita à mão e tear na Puglia

Chiara Giulia Micoccio lança coleção resort em cinco cápsulas, toda produzida em Salento, com crochê, renda e tecidos de tear inspirados na Puglia.

Redação Novidades e Joias
21 de outubro de 2026, 10h42 · 3 min de leitura
CGM Atelier del Borgo estreia com moda 100% feita à mão e tear na Puglia
Arte: Novidades e Joias

Toda a produção foi feita em Salento, no extremo sul da Itália, com tecidos de tear natural e técnicas artesanais quase esquecidas. É assim que nasce a CGM Atelier del Borgo, marca de moda da designer Chiara Giulia Micoccio, que apresenta sua primeira coleção, na linha resort, com a assinatura Made in Puglia.

Em entrevista à WWD, Micoccio resumiu a proposta: celebrar o artesanato apuliano sem abrir mão dos mais altos padrões de identidade de manufatura. Como diretora criativa, ela conta que supervisionou todas as etapas, do design à produção e à identidade visual.

Do encontro com um empresário ao nome da grife

A história da marca começa com o encontro entre a designer e o Cavalier Sergio Filograna, fundador e CEO da Workness House Milano. Criada em 2017, a Workness é um conceito multifuncional que reúne empreendedores e redes profissionais de áreas como hospitalidade, bem-estar, arte e cultura.

Em 2025, Filograna lançou o Borgo Filograna, expansão do projeto milanês para o território: uma propriedade exclusiva dentro do Palazzo Filograna, residência histórica de 1623 em Spongano, na região de Salento, na Puglia. Daí vem o nome da grife, já que “borgo” designa um vilarejo histórico. A coleção de estreia se inspira justamente no Borgo Filograna e nas paisagens ao redor.

Cinco cápsulas, muito tear e crochê

Batizada de “Trame in movimento” (tramas em movimento), a coleção tem as cores e as formas do sul da Itália como elementos centrais. O destaque vai para tecidos naturais feitos em tear. Segundo Micoccio, de um mesmo tecido 100% algodão é possível obter popeline e percal, todos produzidos em tear. A coleção também retoma técnicas manuais tradicionais, como crochê, renda e frivolité (tatting), que cria rendas duráveis e elaboradas a partir de uma série de nós e laçadas.

São cinco cápsulas. “Terre arse” (terras queimadas) parte dos tons quentes da terra e da vegetação mediterrânea. “Calce viva” (cal viva) se inspira na arquitetura do sul e traz camisas oversize e conjuntos em linho gaze em marfim, cru e tons neutros, com inserções de crochê. “La Vesta” remete às túnicas apulianas antigas e às vestes sacerdotais, com silhuetas fluidas e cortes geométricos.

“Meridiana” se baseia no formato dos antigos relógios de sol, presentes em fachadas de igrejas, palácios e masserie (fazendas fortificadas) da Puglia, reproduzido em tecido exclusivo de tear em marfim, dourado e bronze. Já “Pietra” é dedicada a looks de ocasião, com silhuetas minimalistas e geométricas inspiradas nos volumes da pedra de Lecce. A paleta inclui ainda verde-sálvia e verde-oliva, além de dourados e bronzes.

Além das roupas, a marca desenvolveu acessórios escultóricos, entre eles colares tridimensionais e pulseiras texturizadas. A estreia importa porque reforça uma tendência do luxo: valorizar a origem, o ofício local e a produção rastreável, algo que tem atraído cada vez mais a consumidora que busca peças com história.

Com informações de WWD.