Poucas pedras traduzem tão bem o frescor do mar quanto a água-marinha, e o Espírito Santo, estado de litoral extenso, tem lugar na história dessa gema. O tema volta à pauta com a reportagem da Folha Vitória sobre a trajetória azul da pedra capixaba, que vale como convite para olhar de perto um dos tesouros minerais do Brasil.
A água-marinha é uma variedade de berilo, a mesma família da esmeralda. A diferença está na cor: enquanto a esmeralda deve o verde a outros elementos, o azul da água-marinha vem da presença de ferro na estrutura do cristal. O nome vem do latim e significa, literalmente, água do mar. As tonalidades vão do azul quase transparente, quase gelo, ao azul mais intenso, que costuma ser o mais cobiçado.
Por que a pedra seduz joalheiros
Com dureza entre 7,5 e 8 na escala de Mohs, a água-marinha é resistente o bastante para o uso diário em anéis, e costuma ser límpida, com poucas inclusões visíveis. Isso permite lapidações generosas, como esmeralda, oval e almofada, que valorizam a transparência. Por isso a pedra aparece tanto em peças clássicas, com ouro branco e diamantes, quanto em criações contemporâneas de ouro amarelo ou rosé. É também a pedra de nascimento de março.
O Brasil é reconhecido mundialmente como grande fonte de pedras coradas, e a água-marinha é uma de suas estrelas. Para quem pensa em comprar uma peça, vale observar quatro pontos: a saturação do azul, a limpeza da pedra, a qualidade da lapidação e a origem declarada. Muitas águas-marinhas passam por aquecimento para eliminar reflexos esverdeados e realçar o azul, prática comum no mercado e que deve ser informada pelo vendedor. Valorizar a gema capixaba é, no fim, reconhecer que o luxo também nasce em solo brasileiro.





