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Luxo

Ferrari Testarossa de seis rodas e Bugatti EB110 widebody roubam a cena no SEMA

Em Las Vegas, o SEMA mostrou a Ferrari F6 de seis rodas, um Bugatti EB110 widebody e um McLaren 750S com visual de Mercedes CLK GTR.

Redação Novidades e Joias
6 de novembro de 2026, 12h41 · 3 min de leitura
Ferrari Testarossa de seis rodas e Bugatti EB110 widebody roubam a cena no SEMA
Arte: Novidades e Joias

Uma Ferrari Testarossa com seis rodas. A criação, apelidada de Ferrari F6 e assinada pela Gas Monkey Garage, foi um dos grandes espetáculos do SEMA, a feira de equipamentos e personalização automotiva que acontece em Las Vegas, nos Estados Unidos. Segundo a Hypebeast, o carro não teria chamado mais atenção nem se tivesse ganhado mais um par de rodas.

A Testarossa, ícone da Ferrari dos anos 1980, não foi a única superestrela da exposição. Os esportivos de luxo desmontados e reconstruídos em versão widebody, com carroceria alargada, ganharam um território próprio, que, para o veículo, vai além do universo dos restomods e dos carros no estilo RWB.

Bugatti, McLaren e um “smoking” de Mercedes

Greg Park levou ao evento um Bugatti EB110 convertido em widebody, projeto do designer Jon Sibal. Ao lado dele, um McLaren 750S aparecia com uma carroceria feita sob medida, inspirada no Mercedes-Benz CLK GTR. A peça foi criada pela S Klub LA, e a Hypebeast a descreve como um verdadeiro “smoking” para o supercarro britânico.

Os fabricantes também aproveitaram a vitrine para exibir projetos especiais. A Toyota apresentou uma família de picapes com esteiras de tanque, e a Nissan mostrou o Sentra Spec V, um conceito pensado para o público que gosta de preparar o carro. Os kei cars, os pequenos carros japoneses, tiveram seu momento com diversas versões Pocketbunny GTR em estreia nos EUA, equipadas com motores como o SR20 e o rotativo da Mazda.

Um mercado de bilhões

Por trás do show de design, há um setor gigantesco. Mike Spagnola, CEO do SEMA, confirmou à Hypebeast que o mercado de reposição e personalização automotiva movimenta US$ 383 bilhões por ano em impacto econômico total (cerca de R$ 2 trilhões, em conversão aproximada) e sustenta mais de 1,25 milhão de empregos nos Estados Unidos.

A estimativa é de 160 mil visitantes, e a feira vem ampliando seus segmentos, que já incluem motocicletas, powersports e lowriders. O SEMA aconteceu de 3 a 6 de novembro, com o último dia aberto ao público. A programação continua com o PRI (Performance Racing Industry), evento irmão voltado ao automobilismo, de 10 a 12 de dezembro, também em Las Vegas.

Por que isso importa? Porque ícones como Ferrari, Bugatti e McLaren, que costumam ser tratados como peças intocáveis de colecionador, aparecem cada vez mais como tela em branco para designers e preparadores. E o setor que sustenta esse movimento tem números de indústria de primeira linha.

Com informações de Hypebeast.