Retratos em close ao lado de silhuetas esculpidas: é assim que a Alaïa apresenta a campanha Archetypes de primavera 2027, protagonizada pelas modelos Lina Zhang e Doutzen Kroes. As imagens são assinadas pelo fotógrafo Drew Vickers e formam uma série de dípticos, em que cada look em corpo inteiro dialoga com um rosto em primeiro plano.
Archetypes é a linha da maison francesa que destaca os códigos de design mais característicos da marca, ao lado das coleções de prêt-à-porter de primavera e outono. Ela foi criada em 2023, sob a direção criativa de Pieter Mulier, e Vickers já havia fotografado a primeira campanha, naquele mesmo ano. Agora ele retorna ao projeto com um olhar que combina escultura e retrato.
Malhas segunda pele e peplum como arquitetura
A abordagem da coleção é arquitetônica. Os destaques são as malhas que funcionam como uma segunda pele, contornando o corpo, e as linhas de peplum, que marcam a cintura e criam volume escultural. A alfaiataria, outra assinatura da casa, redesenha as proporções para refinar as silhuetas. O resultado busca equilíbrio entre estrutura e fluidez.
Na paleta, os conjuntos pretos contrastam com amarelos vibrantes e brancos nítidos. Os acessórios, de bolsas a brincos, também aparecem na campanha e levam os detalhes arquitetônicos para o conjunto da coleção.
Uma coleção em momento de transição
O lançamento acontece depois da saída de Pieter Mulier da Alaïa. A despedida foi anunciada em janeiro, e o estilista apresentou sua última coleção para a marca em março. Na ocasião, a casa informou que o ateliê garantiria a continuidade até que uma nova organização criativa fosse confirmada, e desejou sucesso a Mulier, que “sempre fará parte da família Alaïa”.
Myriam Serrano, CEO da marca, agradeceu ao estilista pela visão e pelo comprometimento. Segundo ela, nos últimos cinco anos Mulier e a equipe que liderou moldaram a renovação criativa da Alaïa, honrando o legado da casa e fortalecendo sua relevância, confiança e reconhecimento global.
Para quem acompanha o mercado de luxo, a campanha tem peso extra: ela mostra como a Alaïa mantém sua identidade, centrada na escultura do corpo, enquanto aguarda os próximos passos de sua liderança criativa.





