Gabriella Khalil não monta looks para viajar: monta paletas. Para a próxima viagem a Marrocos, a diretora criativa da WSA, que fundou o hotel mais estiloso de Grand Cayman e transformou um antigo prédio de escritórios do Distrito Financeiro de Nova York em um dos endereços mais badalados da cidade, escolheu tons terrosos. Caramelo, marrom-chocolate e veludo bordô se misturam a peças básicas em preto e branco e a pequenos toques de prata.
O destino inclui Marrakech, cidade em que ela diz se sentir sempre inspirada, e Tânger, que sonhava conhecer. "Estou muito animada para descobrir os interiores e o design espetaculares de lá", afirma Khalil, que lançou recentemente a Vette, uma vitrine em constante atualização com tudo o que a inspira no momento. A conversa faz parte da série My Packing Style, da Vogue americana.
A regra da paleta
Khalil costuma fazer a mala na noite anterior à viagem. Não é antecedência, mas dá folga para evitar o pânico de última hora. Sem compromisso específico no roteiro, ela não separa conjuntos prontos: reúne cores e tons que combinam entre si, lógica que vale até para as bolsas, sempre em preto, marrom ou bordô.
Entre as marcas que levam o look do dia para a noite, ela cita a The Park, de quem leva bodysuits de manga longa e sem manga em preto e branco (o modelo Maranda custa US$ 435, cerca de R$ 2.400). Também elogia os trenchs de algodão macio da Marrakshi Life, as peças detalhadas da Diotima e os jeans Ossou, que nunca ficam de fora (o modelo Bends sai por US$ 450, cerca de R$ 2.475).
Na bagagem, a base é uma Rimowa Cabin de alumínio, de US$ 1.650 (cerca de R$ 9.075). Ela também passou a usar uma bolsa de viagem da La Mama, com nécessaire combinando. As joias seguem a mesma disciplina: Khalil é "pessoa de prata" e só abre exceção para peças bicolores. Um exemplo é o bracelete Verafied Ripple Cuff, de US$ 118 (cerca de R$ 650).
Fórmula de aeroporto e o toque de onça
No avião, ela usa um conjunto, como o de veludo da Suzie Kondi, com suéter ou jaqueta quente por cima e sapatilhas. O suéter, ou um moletom, é item obrigatório: o half-zip da Ashlyn Vale, estruturado e aconchegante, serve para o voo e para o resto da viagem (US$ 1.040, cerca de R$ 5.720). Na lista de conforto entram ainda meias de compressão da Ricari e chá de hortelã. Entre os sapatos, aparecem os loafers Ivy, da Jimmy Choo, de US$ 850 (cerca de R$ 4.675).
O ponto alto da mala é o cardigã de estampa de onça da Posse, modelo Lexi, de US$ 350 (cerca de R$ 1.925). Ela o usa nos ombros de dia e o mantém à noite, sobre vestido preto ou jeans largo. Para Khalil, um toque de animal print "levanta" qualquer paleta minimalista. Também viajam com ela uma jaqueta de couro e um robe floral.
Na beleza, as apostas são máscaras em tecido da Augustinus Bader e da 111Skin e a toalha de cabelo da Crown Affair. Quanto aos amassados, ela os considera inevitáveis e pede um ferro de passar no quarto logo na chegada. Admite ainda, meio a contragosto, que é uma "over-packer".
O que a mala de Khalil ensina é que uma cápsula bem pensada, com poucas cores, metal único e uma estampa marcante, rende mais combinações do que muitas peças soltas. Valores convertidos pela cotação aproximada de R$ 5,50 por dólar, sujeitos a variação.





