Se existe um tom de batom que nunca sai de moda, é o marrom. Mas não aquele marrom profundo e opaco que dominou os anos 1990: a versão do momento é mais suave, de tom médio e com um toque de rosado. O resultado é um nude sofisticado, que realça a cor e o contorno naturais dos lábios sem roubar a cena do restante da make.
Entre todas as variações, a Vogue americana aponta uma como especialmente democrática: o Hazelnut, ou avelã. A versão mais querida é o lápis Smart Fusion Lip Pencil, da Kiko Milano, na cor Hazelnut.
Por que o tom avelã funciona em tantas peles
O segredo está no equilíbrio entre notas quentes e frias. A base é um marrom de intensidade média, com calor suficiente para valorizar peles douradas e oliváceas. Já o fundo rosado suaviza os subtons amarelo-alaranjados que, em outros marrons, podem não favorecer peles de subtom mais frio.
A ideia já tem aval de quem entende do assunto. Donni Davy, maquiadora da série Euphoria, descreveu o marrom como um tom universal e extremamente versátil. Tasha Reiko Brown, maquiadora da Chanel, o define como um clássico testado pelo tempo e confiável, que funciona bem em diversos tons de pele. A própria Vogue faz a ressalva: nenhuma cor favorece absolutamente todo mundo, mas o equilíbrio entre marrom e rosa torna o Hazelnut especialmente adaptável.
Do natural ao lábio contornado
A versatilidade também está na aplicação. Para um visual natural, basta uma camada leve, seguindo o contorno dos lábios ou preenchendo a boca inteira. Para mais definição, é só acumular pigmento com algumas passadas extras.
O lápis ainda serve para experimentar duas das maiores tendências de make labial. Traçar logo por fora da linha natural cria uma sutil sensação de volume, e concentrar um pouco mais de cor nas bordas sugere dimensão. A textura cremosa facilita o trabalho e entrega definição suave e um toque de luminosidade, sem a intensidade de um batom escuro.
O efeito combina com o escritório e com a noite, e fica tão bem com um terno de alfaiataria quanto com um vestido elegante. Por ser discreta, a cor conversa com quase qualquer paleta de maquiagem.
Por isso o Hazelnut é uma boa porta de entrada para quem acha a análise de coloração pessoal complicada. Não é preciso decorar subtons nem descobrir a própria cartela sazonal: o marrom rosado equilibrado já resolve boa parte do trabalho. Na comparação da Vogue, é o equivalente labial de uma peça neutra bem escolhida do guarda-roupa, daquelas que a gente usa o tempo todo sem pensar duas vezes.





