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Estilo

Miu Miu, Prada e Loewe vão à floresta: moda tática invade Maine em editorial da Vogue

Para a edição de novembro, a Vogue americana levou três modelos e um ornitólogo a Acadia, no Maine, em looks de grife prontos para chuva, vento e neblina.

Redação Novidades e Joias
20 de outubro de 2026, 09h15 · 3 min de leitura
Miu Miu, Prada e Loewe vão à floresta: moda tática invade Maine em editorial da Vogue
Arte: Novidades e Joias

Chapéus de caçador cobertos de miçangas brilhantes, botas de trilha com ar de passarela e binóculos como acessório: é assim que a Vogue americana mostra a moda tática em seu editorial de novembro de 2026, fotografado por Sebastián Faena, com styling de Max Ortega. O cenário é Bar Harbor, no litoral do Maine, nordeste dos Estados Unidos, famoso pelos dias de neblina e pelo Parque Nacional de Acadia.

No centro da história está o ornitólogo Michael Good, da Down East Nature Tours, que guia as modelos Ana Beatriz Cortes, Betsy Gaghan e Sunday Rose pela fauna do parque. A escritora Heidi Julavits, nascida e criada no Maine, assina o texto que acompanha as imagens e mostra como se veste quem enfrenta o clima de lá.

Grife na trilha, com binóculo e tudo

Os chapéus trapper bordados da Miu Miu, usados por Sunday Rose e Cortes, são a versão enfeitada de um clássico do outdoor. As botas de caminhada da mesma grife entram nos looks de Sunday Rose e Gaghan, que apostam em combinações de estampas e texturas conflitantes: top Prada com saia N21, de Alessandro dell’Acqua, e meias da Maria La Rosa.

Gaghan também aparece com um chapéu tático da Sacai, que ela combina com botas Miu Miu, jaqueta e vestido românticos da Dolce & Gabbana. Em outra cena, usa camisa e short Sacai com colar Sportmax. Cortes veste Balenciaga, corta-vento e calça pastel da Lii e botas Tory Burch à prova d’água. Já Sunday Rose surge de Louis Vuitton em tom vibrante, de Celine com cinto Artemas Quibble e de Burberry, sempre com binóculos da Nocs Provisions à mão.

O guarda-roupa de quem leva o Maine a sério

No texto, Julavits conta que a mala de verão nova-iorquina nunca resiste ao clima do Maine, onde sol, chuva e granizo se alternam num mesmo dia. Sua solução é um estilo baseado em praticidade e memória afetiva. Num dia de fim de verão, rumo a uma festa numa ilha desabitada a cerca de 1,6 km da costa, ela montou o visual em camadas: maiô antigo, camiseta herdada de um amigo, camisa térmica Helly Hansen com listras de regata e suéter islandês dos anos 1960 de gola alta.

Por cima, amarrou uma jaqueta Patagonia Micro Puff na cintura, como uma faixa de smoking, e completou com legging de corrida rosa e azul, bermuda madras masculina, meias de lã e botas brancas de pescador. A capa de chuva veio dos pais, que passavam os verões navegando rumo ao norte nos anos 1980, e ainda tem apito de segurança no capuz. Na bolsa, um gorro para o frio e um boné para o sol.

A travessia de bote a remo foi acidentada: ondas, um quase naufrágio e botas encharcadas ao ajudar a afastar outro barco das pedras. Julavits passou o resto do dia descalça, e o bote virou abrigo para quem estava despreparado. Ela voltou para casa remando sob um pôr do sol cortado por nuvens de tempestade, e chegou ao cais depois do anoitecer, sem lanterna.

O editorial importa porque reforça uma tendência clara: o visual utilitário, com botas de trilha, corta-ventos, binóculos e camadas, ganhou assinatura de alta-costura e já aparece em grifes de Miu Miu a Loro Piana. Para quem planeja viagens ao frio ou à montanha, a lição vale ouro: o look funcional pode ser sofisticado.

Com informações de Vogue.