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Negócios

Mercado de segunda mão cresce e pressiona o luxo ocidental na China

A expansão dos itens de luxo usados na China aumenta a pressão sobre as marcas ocidentais, que dependem do consumidor chinês para crescer.

Redação Novidades e Joias
18 de outubro de 2026, 20h05 · 2 min de leitura
Mercado de segunda mão cresce e pressiona o luxo ocidental na China
Foto: niro9 / Pixabay

O avanço do mercado de segunda mão na China passou a ser um novo ponto de atenção para as grandes marcas ocidentais de luxo. A expansão da revenda de bolsas, joias, relógios e outros itens de grife pressiona um setor que há anos conta com o consumidor chinês como um de seus principais motores de crescimento.

O movimento reflete uma mudança de comportamento que já se observa em várias partes do mundo. Peças de casas tradicionais deixam de ser vistas apenas como compras definitivas e passam a circular como ativos, que podem ser revendidos, trocados ou adquiridos a preços mais acessíveis. Para o cliente, isso significa mais opções e a chance de entrar no universo de uma grife sem pagar o valor de uma peça nova.

Por que isso importa para o luxo

O modelo de negócios do luxo se apoia em exclusividade, desejo e controle sobre preço e distribuição. Quando um mercado paralelo ganha força, parte da demanda migra para fora das lojas oficiais, e as marcas precisam repensar sua estratégia para manter o valor percebido de seus produtos.

Joias e relógios de maisons históricas costumam preservar bem seu valor, o que ajuda a alimentar a revenda. Por isso, o assunto interessa tanto a quem acompanha o setor de negócios quanto a colecionadores e compradores atentos ao potencial de valorização de uma peça. A reação das grifes a esse cenário será um dos temas a observar nos próximos meses.