Ir para o conteúdo
Famosos

Kelly Piquet fala de joias como amuleto e de Bird on a Rock, de Schlumberger

Aos 38 anos, a modelo diz que joias de família funcionam como proteção, revela suas grifes favoritas e conta por que se sente cada vez mais brasileira.

Redação Novidades e Joias
8 de novembro de 2026, 05h40 · 3 min de leitura
Kelly Piquet fala de joias como amuleto e de Bird on a Rock, de Schlumberger
Foto: Peter T from Brooklyn, NY, USA / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Para Kelly Piquet, joia boa é a que carrega uma história. Em entrevista à edição 11 da ForbesLife Fashion, a modelo conta que as peças de que mais gosta são presentes da família e que, para ela, usá-las é uma lembrança e quase uma proteção, um amuleto.

Uma de suas primeiras joias importantes, recebida por volta dos 20 anos, era da Tiffany & Co., e dali nasceu a ligação com a maison. Hoje, entre as criações de que mais gosta está Bird on a Rock, assinada por Jean Schlumberger.

Moda sem pressa e armário afetivo

Aos 38 anos, Kelly define o próprio estilo como feminino, atemporal e confortável. Ela diz ter ficado bem menos consumista e adotou um teste simples antes de comprar: vou usar isso muito? Quantas vezes? Suas grifes preferidas são Saint Laurent, Chanel e Khaite.

O gosto pela moda vem de casa. Sua mãe, a ex-modelo holandesa Sylvia Tamsma, sempre teve um olhar apurado, e Kelly guarda até hoje roupas que herdou dela. A carreira, aliás, não estava nos planos iniciais. Formada em relações internacionais e ciências políticas, ela sonhava em trabalhar nas Nações Unidas. A moda apareceu quando uma amiga conseguiu um estágio como assistente de stylist na Vogue Latinoamérica. Depois vieram passagens pela Bergdorf Goodman, pela agência KCD e pela Schutz.

Mônaco é casa, o Brasil é identidade

Filha do tricampeão mundial de Fórmula 1 Nelson Piquet, Kelly nasceu na Alemanha e cresceu entre Mônaco e o Brasil. Também morou nos Estados Unidos e na Inglaterra, até voltar ao principado há quase 10 anos. Vive lá com o companheiro, o piloto Max Verstappen, e as duas filhas: Penelope, de sete anos, da relação anterior com o piloto Daniil Kvyat, e Lily, de um ano, filha do casal.

A rotina é bem menos cintilante do que a imagem do principado sugere: levar Penelope à escola, passar tempo com a caçula e trabalhar muito de casa. Kelly se diz caseira e gosta do contraste entre a agitação dos grandes eventos e o clima de cidade pequena que Mônaco recupera depois deles.

Mesmo com a vida construída fora, é ao falar do Brasil que ela fica mais emotiva. Segundo Kelly, a distância só reforçou a identidade brasileira, que aparece na espontaneidade, na proximidade com as pessoas, no humor e no apego à família. Muitas de suas amigas de infância são brasileiras, e a amizade já se estende à geração das filhas. “Eu amo o Brasil. Conto os dias para voltar”, afirma.

O depoimento mostra que, no universo do luxo, o que mais dura não é a etiqueta, e sim a memória. Um armário enxuto, joias herdadas e uma identidade que atravessa fronteiras compõem um retrato de elegância que dispensa excessos.

Com informações de Forbes Brasil.