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Luxo

McLaren vende cinco carros históricos de F1, de Senna a Norris

Equipe vende em negociação privada cinco carros de corrida de 1991 a 2023, incluindo um pilotado por Brad Pitt, com valores estimados de US$ 5 a 10 milhões.

Redação Novidades e Joias
20 de outubro de 2026, 14h11 · 3 min de leitura
McLaren vende cinco carros históricos de F1, de Senna a Norris
Foto: mibro / Pixabay

Um dos carros que Ayrton Senna levou ao último de seus três títulos mundiais está à venda. A McLaren decidiu tirar do arquivo cinco monopostos que guardava desde a última corrida de cada um e colocá-los no mercado, com uma condição simbólica: eles foram feitos para acelerar, não para ficar parados em um galpão.

A venda será conduzida em parceria com Tom Hartley Jnr, revendedor britânico especializado em carros de colecionador. Não haverá leilão: as negociações são privadas e nenhum preço foi divulgado. Segundo a agência Reuters, a expectativa é que cada carro seja vendido por valores entre US$ 5 milhões e US$ 10 milhões (cerca de R$ 27 milhões a R$ 55 milhões, em conversão aproximada).

Os cinco carros e suas histórias

A seleção cobre mais de três décadas de competição, entre 1991 e 2023. Os mais cobiçados pelos colecionadores tendem a ser os dois MP4/6A de 1991, chassis nº 4 e nº 7. Eles foram pilotados por Senna e por seu companheiro de equipe, Gerhard Berger, na temporada do terceiro e último título do brasileiro.

Há ainda o MP4/27A de 2012, chassi nº 1, que ajudou a McLaren a terminar o campeonato de construtores em terceiro lugar. Dos mais recentes, o MCL35 de 2021, também chassi nº 1, foi pilotado exclusivamente por Lando Norris, hoje campeão mundial de pilotos. Naquele ano, a equipe voltou a vencer um Grande Prêmio, o que não acontecia desde 2012.

O quinto é o carro nº 3 de 2023, com dois segundos lugares nos Grandes Prêmios de Singapura e do Japão. Ele ganhou um capítulo extra de fama quando Brad Pitt o pilotou no Circuito das Américas, no Texas, durante as filmagens de “F1”. O ator teria alcançado 317 km/h (197 mph) ao volante.

Por que a McLaren abre mão do acervo

O argumento vem do próprio CEO, Zak Brown, em declaração à Reuters: manter esses carros em depósito seria um desserviço ao que eles representam. “Esses carros foram construídos para ser pilotados e levados ao limite, e queremos vê-los sendo usados e apreciados”, afirmou.

O momento também é simbólico. A McLaren é a segunda equipe mais vitoriosa da história da Fórmula 1, atrás apenas da Ferrari, com dez títulos desde sua estreia, em 1966. Depois de mais de 25 anos entre o oitavo e o nono troféu, a escuderia voltou ao topo com Norris e Oscar Piastri.

Para quem coleciona, a oportunidade é rara: são máquinas com pedigree de pista, ligadas a nomes como Senna e Norris, e oferecidas diretamente pela equipe. Como a venda é privada, quem tem interesse deve procurar a Tom Hartley Jnr o quanto antes.

Com informações de Robb Report.