Ir para o conteúdo
Luxo

Derek Mon e o Cartier Tank Louis de ouro: os 4 relógios de sua coleção pessoal

Dealer e influenciador, Derek Mon mostra Cartier, Omega, Seiko e Audemars Piguet e explica por que cada relógio precisa ter uma história para entrar na coleção.

Redação Novidades e Joias
20 de outubro de 2026, 13h12 · 3 min de leitura
Derek Mon e o Cartier Tank Louis de ouro: os 4 relógios de sua coleção pessoal
Arte: Novidades e Joias

Um Audemars Piguet Royal Oak que levou mais de dois anos para chegar ao pulso. Um Omega Speedmaster cujo número de série traz o aniversário da filha e o do próprio dono. Esses são dois dos detalhes que Derek Mon, dealer e influenciador do universo da relojoaria, revelou no novo episódio de “Watch Roll”, série em vídeo da revista americana Robb Report que visita as coleções de especialistas e apaixonados por relógios.

Mon cresceu entre mostradores. Os pais fundaram a Carat & Co., revendedora autorizada de relógios de luxo que saiu de Long Island, no estado de Nova York, e se estabeleceu em Flushing, no bairro do Queens. Hoje ele integra o negócio da família, e foi esse convívio que lhe deu tempo para definir que tipo de colecionador quer ser. Os quatro modelos do episódio, segundo ele, dão “um pouco da visão” do que ele pensa na hora de colecionar.

Ouro, azul-noite e uma história por relógio

No pulso, durante a gravação, estava a aquisição mais recente: um Cartier Tank Louis, referência WGTA0211. A caixa é de ouro amarelo 18 quilates e mede 33,7 mm por 25,5 mm. O modelo tem corda manual, ou seja, é preciso dar corda à mão para que funcione. Mon o combinou com uma pulseira verde, que valoriza a caixa dourada e o mostrador com acabamento sunray, aquele efeito de raios de luz que muda conforme o ângulo.

Outra peça é o Omega Speedmaster First Omega in Space, de visual mais vintage. Ele homenageia mostradores sunray cinza-azulados que a marca lançou por engano décadas atrás. O número de série tem o aniversário da filha de Mon nos quatro primeiros dígitos e o dele nos quatro últimos. Da Seiko, ele tem o Prospex SJE093, de 38 mm, versão moderna do primeiro relógio de mergulho da marca, o 62MAS, de 1965.

O quarto relógio é o Audemars Piguet Royal Oak de 37 mm, comprado diretamente da maison no ano passado, depois de uma espera de mais de dois anos. Para Mon, o tamanho fica mais discreto no pulso. O mostrador Bleu Nuit, um azul bem escuro, contrasta com o acabamento escovado da caixa de aço inoxidável.

O método: esperar o momento certo

O fio condutor da coleção é a narrativa. “A história, seja do design, da trajetória ou até de como o designer e a marca chegaram àquela criação, é importante para mim porque quero que a peça pareça especial na minha coleção”, diz. Ele também criou uma regra de paciência: só se permite comprar um relógio ao atingir um marco pessoal, mesmo que o modelo fique mais caro até lá.

A lição vale para quem está começando a colecionar. Mon afirma que colecionar é algo “muito pessoal” e “subjetivo”, e que objetivamente não existe a coleção perfeita de três relógios. Subjetivamente, porém, ela existe, desde que as peças combinem com o estilo de vida e o gosto de quem as usa. Para a leitora que sonha com o primeiro relógio de luxo, o recado é que a história e o significado pesam tanto quanto o nome na caixa.

Com informações de Robb Report.