O tênis no escritório, que por anos foi símbolo de um novo jeito de trabalhar, parece ter perdido parte do espaço. Segundo a pauta publicada pela Bloomberg Línea Brasil, a tendência de queda desse uso impõe um desafio para as marcas esportivas, que tinham no calçado casual um de seus caminhos de expansão.
Do conforto ao desafio de reposicionamento
A informalidade no vestuário corporativo ganhou força nas últimas décadas, e o tênis passou a circular com naturalidade entre reuniões, coworkings e eventos de negócios. Esse movimento ajudou a aproximar o universo esportivo da moda cotidiana e abriu um território lucrativo para fabricantes tradicionais e novos entrantes.
Quando um hábito de consumo perde fôlego, o impacto vai além das vendas imediatas. As marcas precisam rever coleções, comunicação e parcerias para manter o produto relevante, seja reforçando o desempenho esportivo, seja buscando linguagens mais sofisticadas que dialoguem com o guarda-roupa de trabalho.
Para quem acompanha luxo e moda, o tema é revelador. A fronteira entre o esportivo e o alfaiataria, entre o sneaker e o sapato clássico, sempre foi disputada, e as oscilações do código de vestimenta mostram como o estilo responde a mudanças na cultura do trabalho. Entender esse movimento ajuda a enxergar para onde caminham as apostas de design e posicionamento das grandes casas.





