Pierre Gasly tem centenas de tênis, e esse é só um dos detalhes que mostram como a moda virou território de brincadeira para o piloto francês da BWT Alpine na Fórmula 1. Em entrevista à Forbes Brasil, durante a passagem pelo Grande Prêmio de São Paulo, ele resumiu sua relação com o assunto: gosta de explorar e experimentar.
Em abril deste ano, a Lacoste oficializou Gasly como seu novo embaixador global. A parceria busca unir o automobilismo à herança francesa da maison, e o piloto esteve em um evento da marca na capital paulista. Nos últimos anos, ele se firmou como uma das presenças mais elegantes do paddock, com looks ousados, participações em desfiles e capas de revistas.
O estilo Pierre Gasly
Para ele, não existe uma palavra que defina seu visual. Gasly diz transitar por estilos diferentes conforme a ocasião, o ambiente e o humor. No tempo livre, aposta em algo mais streetwear; na pista, precisa soar profissional. Sua preferência vai para peças baggy, mais soltas e confortáveis.
Ele também observa uma tendência entre os colegas. Como todos vestem o uniforme da equipe, a parte de cima acaba sendo parecida, e a criatividade vai para os sapatos e as calças. Segundo o piloto, as calças baggy estão em alta no paddock, e são o item em que o pessoal mais tem se arriscado.
Entre as peças indispensáveis, além dos tênis, ele cita bolsas e malas de viagem, já que precisa se deslocar a cada dois ou três dias, e jaquetas de vários estilos e tecidos.
Marca própria e vida em Milão
Gasly já produz merchandising para a F1 e explora projetos mais artísticos. Ele conta que a Lacoste ampliou sua visão do universo da moda e que o assunto o tira da pressão e do lado competitivo das pistas. Criar uma marca própria, diz, ainda é cedo, mas ele pretende fazer mais colaborações com estilistas e se vê envolvido com moda no futuro.
Morador de Milão, um dos grandes polos da moda mundial, o piloto elogia a cidade por ser grande, mas acessível: dá para ir de norte a sul em cerca de 20 minutos. Para relaxar, ele ouve música, joga xadrez, sua obsessão do momento, e passa tempo com a família, que inclui quatro irmãos e oito sobrinhos. Entre as indicações, a Trattoria da Fortunata, que não aceita reservas e onde ele sempre pede o nhoque à sorrentina.
O interesse de Gasly mostra como os pilotos viraram vitrines de estilo e como as grifes enxergam o paddock como passarela. Se a vontade de criar se transformar em coleção, a F1 pode ganhar mais um nome na moda.





