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Joias

Cartier revela em Kyoto 46 joias e safira de 41 quilates no colar usado por Jisoo

Segundo capítulo da coleção Le Choeur des Pierres estreou em Kyoto com o colar Stellara, de safira do Ceilão, e reforça os 50 anos da maison no Japão.

Redação Novidades e Joias
18 de outubro de 2026, 23h02 · 4 min de leitura
Cartier revela em Kyoto 46 joias e safira de 41 quilates no colar usado por Jisoo
Foto: JerzyGórecki / Pixabay

Uma safira do Ceilão de 41 quilates, engastada em uma estrutura gráfica vazada, foi a grande estrela da noite em Kyoto. O colar Stellara, usado pela cantora Jisoo, do universo do K-pop, abriu o segundo capítulo da coleção de alta joalheria Le Choeur des Pierres, da Cartier, apresentado no Kyoto National Museum com 46 peças inéditas.

O jantar reuniu nomes de peso, como a cineasta Sofia Coppola, as atrizes japonesas Mio Imada, Nanako Matsushima e Haruka Ayase e os atores Ryo Yoshizawa e Kento Kaku. Sofia Coppola também foi a protagonista de uma sessão do Cartier Cinema Club, realizada na sequência do lançamento.

Cores, formas e pedras que cantam

O nome da coleção brinca com as palavras francesas para coro e coração, e o conceito é colocar cada gema no centro da criação. Ela caminha para ser a maior já feita pela maison: serão 250 joias, objetos e relógios quando o terceiro capítulo for revelado, no ano que vem, no Havaí. As primeiras 130 peças foram mostradas em abril, em Saint-Tropez.

Entre os destaques do capítulo japonês está Patellia, par de brincos com dois diamantes marrons que somam mais de 11 quilates e foram engastados com o pavilhão voltado para cima, o oposto do convencional. Já Tipaza traz três fios de contas de rubi, com alternâncias geométricas de diamantes e rubis, que parecem apenas dar uma volta no pescoço. Dois diamantes briolette, que somam 7,36 quilates, arrematam dois dos fios.

Fibria apresenta uma trança de dois fios inspirada em passamanarias, com rubis e turquesas em um cordão contornado por diamantes, duas esmeraldas nas pontas assimétricas e um trio de tamanhos crescentes no motivo central. Em Tutti Chaya, os conhecidos motivos esculpidos multicoloridos, em esmeraldas, rubis e safiras, aparecem agora numa malha geométrica pavê de diamantes, com toques de ônix que aumentam o contraste.

Algumas pedras foram exibidas ainda sem engaste. Havia diamantes de lapidação antiga, um diamante amarelo fancy intense de 17 quilates que parece ainda maior por causa do corte alongado, um par de rubelitas em formato de pipa, uma esmeralda colombiana sem óleo de quase 15 quilates e um raro trio de safiras da Caxemira. Outras rubelitas, esculpidas em folhas, repousavam sobre o esboço de como poderiam formar uma pulseira.

Meio século de diálogo com o Japão

Para Arnaud Carrez, diretor de marketing da Cartier, a escolha de Kyoto não rompe a tradição de lançar a alta joalheria em três capítulos. Ele afirma que, além das gemas como centro da criação, a coleção traz a ideia de harmonia entre territórios estilísticos variados, com paletas e combinações de pedras surpreendentes. Segundo ele, essa busca pela beleza ressoa com a essência do Japão. Carrez também vê afinidade com uma cultura que valoriza a humildade e o coletivo, como a maison enxerga seus ofícios, a alta joalheria entre eles.

A relação começou oficialmente em 1974, com a boutique de Harajuku, em Tóquio, e foi cultivada em exposições como a dedicada ao design de Ettore Sottsass, no templo Daigo-ji, em Kyoto, em 2004, e a mostra no Tokyo National Museum sobre meio século da Cartier no Japão. A recente individual do artista Ron Mueck no Mori Art Museum, ligada à Fondation Cartier pour l’Art Contemporain, terminou em 23 de setembro com cerca de 500 mil visitantes. No ano passado, a casa abriu a boutique Ginza 4-Chome, de quatro andares, com fachada inspirada no motivo de ondas seigaiha, tetos que remetem ao origami e piso de parquê no estilo Versalhes. Há ainda painéis de washi dos artistas Eriko Horiki e Ryo Hikosaka e, no último andar, a primeira Résidence da marca no país, um salão privado com vista para o jardim.

O recado de Carrez resume a estratégia: a Cartier não quer causar ruptura, mas evoluir com continuidade. Com o Havaí como próxima parada e uma coleção que já soma 176 peças reveladas, a expectativa agora é saber como o capítulo final fechará esse coro de pedras.

Com informações de WWD.