Ir para o conteúdo
Famosos

Taylor Swift de Dior azul-claro e a noite de US$ 14 milhões do Academy Museum Gala

Swift usou tule azul-claro Dior inspirado em Hitchcock, e o baile do Academy Museum arrecadou mais de US$ 14 milhões entre pastéis e a estética do terror.

Redação Novidades e Joias
18 de outubro de 2026, 22h34 · 4 min de leitura
Taylor Swift de Dior azul-claro e a noite de US$ 14 milhões do Academy Museum Gala
Foto: Brian Cantoni / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Taylor Swift escolheu um vestido sob medida de tule azul-claro da Dior, assinado por Jonathan Anderson, para o Academy Museum Gala, em Los Angeles. A criação evocou o glamour hitchcockiano de “Ladrão de Casaca” e virou um dos grandes assuntos do tapete vermelho. A sexta edição do baile do Academy Museum of Motion Pictures aconteceu no sábado à noite e, em parceria com a Rolex, arrecadou mais de US$ 14 milhões (cerca de R$ 77 milhões, em conversão aproximada). O valor será destinado a exposições, iniciativas educacionais e programação pública do museu.

A noite homenageou três nomes de peso: o diretor John Carpenter, a atriz Charlize Theron e o ator Colman Domingo. Entre os convidados estavam Demi Moore, Kim Kardashian, A$AP Rocky, Kate Hudson, Jacob Elordi, Sabrina Carpenter e Pamela Anderson.

O terror dominou a conversa

Com a abertura da nova exposição “The Horror Show” e a homenagem a Carpenter, diretor de “Halloween”, “The Thing” e “Fuga de Nova York”, o gênero foi o tema recorrente no tapete vermelho. Carpenter recebeu o Luminary Award, prêmio que reconhece artistas cuja obra ampliou as possibilidades do cinema. “Sou o cara mais sortudo do mundo”, disse. Ele contou que decidiu aos 8 anos que seria diretor e celebrou ver o terror reconhecido por uma grande instituição.

Quem entregou o prêmio foi Robert Rodriguez, de terno com gravata bolo turquesa, que ele chamou de seu “smoking do Texas”. Criado em San Antonio, numa família de dez filhos com poucos recursos, Rodriguez contou que se encantou aos 13 anos com o trailer de “Fuga de Nova York” e chegou a levar um gravador ao cinema para registrar o áudio. Jamie Lee Curtis, dirigida por Carpenter no “Halloween” original, de 1978, resumiu: “Este homem me deu minha carreira inteira”.

Ray Nicholson, filho de Jack Nicholson, de terno preto The Row, brincou que cresceu “dentro de um filme de terror”, em referência a “O Iluminado”. Ao dizer que a namorada era fã de Swift e que ele nem tanto, não percebeu que a cantora estava logo atrás, posando para os fotógrafos.

Pastéis, vintage e a moda direto da passarela

O baile ocorre poucas semanas depois dos desfiles da primavera 2027, o que o torna uma vitrine valiosa para as grifes levarem looks recém-apresentados às pessoas mais fotografadas do mundo. Neste ano, o tapete vermelho apostou no glamour hollywoodiano dos anos 1950, com os tons pastel como tendência da noite. Gemma Chan vestiu Prada rosa, na mesma cor do look de Gwyneth Paltrow no Oscar de 1999, e Alexa Demie surgiu de Chanel verde-claro.

O vintage também teve seu momento: Kim Kardashian de Balenciaga e Odessa A’zion de Giorgio Armani. Peplums estruturados e bordados tridimensionais marcaram os modelos de Nicolas Ghesquière para a Louis Vuitton, usados por Chase Infiniti e Sophie Thatcher. Elizabeth Debicki estreou o primeiro look de tapete vermelho em Hollywood de Antonin Tron para a Balmain, um vestido drapeado sob medida. Iris Law, em sua primeira vez no baile, escolheu uma peça da coleção primavera 2027 da Ann Demeulemeester, em linha com seu gosto por visuais andróginos e ecléticos.

Amy Homma, presidente do museu, entrou no clima do terror com um vestido vermelho tomara que caia, sob medida, de Jason Wu, num tom que a própria equipe descreveu como “vermelho slasher”. Para a leitora, o recado é claro: o Academy Museum Gala virou uma das vitrines mais estratégicas da moda de tapete vermelho, onde cinema, arrecadação e passarela se encontram, e onde a próxima estação já aparece nas escolhas das estrelas.

Com informações de WWD.