SPFW – Terceiro Dia


Mais um dia de SPFW! E o terceiro dia do evento vem com várias tendências pro Outono/Inverno 2014.

Pra começar o evento, o primeiro desfile foi do Fause Haten, que teve como passarela a calçada da Avenida Paulista, o coração de São Paulo. O desfile foi aberto. Segundo o estilista, é tudo parte do que ele chama de Manifesto Entrada Franca. Fause não fala mais de temas em suas coleções e que as peças chegam logo depois da apresentação na loja recém batizada de O Reino dos Vestidos Hutuantes. Mesmo não divulgando detalhes e inspirações, podemos ver que tem bastante elementos de Bollywood.

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Enquanto Fausen tem uma pegada de Bollywood, na Ellus, segundo desfile do dia, bateu um japonismo no jeanswear. Na modelagem usaram gola quimono e manga quadrada, estampa com detalhes da armadura de samurai e resultado étnico no avesso do jeans, tendo uma releitura mais moderna e street. A proposta de denin pra temporada são várias, como: sem lavagem, listrado, aplicação de renda de flores pretas e brilhantes. Fugindo um pouco do jeans, tem peles em listras ou a de ovelha (falso) na gola.

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No desfile de João Pimenta, o estilista se inspirou no Sul do Brasil, em uma colônia italiana fictícia, usando uma grande variedade de tecidos: tramado xadrez de acetato na diagonal, lã bouclé resinados, seda pura, linho com seda, sarja de algodão com seda, usando modelagem tubular (sem costura nas laterais).

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A estilista Marta Ciribelli se inspirou em São Paulo para fazer a nova coleção de Outono/Inverno 2014 da Forum para o SPFW. As ilustrações urbanas de Carla Caffé cobrem looks de algodão dublado com imagens como a Bienal do Ibirapuera e o Copan, além de casas bem coloridas. Há também o trabalho de Ira Trevisan, numa estampa com grafismos coloridos que remete aos cartazes retirados da cidade na época onde ainda valia a lei da Cidade Limpa, que anda meio esquecida. E além das estampas que são uma assinatura forte de Marta na marca, as texturas são o grande destaque da estação. Ela cita os paetês como seus xodós: eles aparecem em tecidos inteiros com pontos de cor em fundos escuros pra dar uma cara de luzes da cidade, um degradê quase se misturando com lãs pesadas, ou em verde claro fluorescente cobrindo a lã off white dos looks finais, quase parecendo um tecido felpudo e não paetês. Os casacos são jogados nos ombros ou amarrados na cintura, como é o caso dos ótimos jacquards com fios grossos pintados e até desfiados nas barras dos vestidos. E mais textura nos moletons com fios de acrílico pretos bem estruturados, com punho de tecido refletivo que adorna algumas das peças. Foco nas calças curtas com boca larga que são tendência forte, nas amarrações de fivela com pegada esportiva e os vestidos e casacos pesadões, de comprimento mini e midi.

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O desfile da Triton celebra a menina bruxa gótica e roqueira, romântica e charmosa com sobreposições, botas pesadas e flertes com o college. Os vestidos de seda com plissados, flores de organza e cristais foram tinturados depois de prontos, dando uma cara manchada e envelhecida. Já a calça é volumosa no jacquard de lã do avesso. A calça de sarja justíssima e rasgadinha e a camiseta de lã entretelada trazem um clima mais street. O símbolo de Vênus é reproduzido em aplicações e nos acessórios . Já o rapaz, bem urbano e todo trabalhado no utilitário, é bem colorido e curte uma geometria. Tem até maxipochete!

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A Cavalera se inspirou no mundo árabe para essa coleção. Teve até música árabe ao vivo: Lee Marcucci tocou um poema árabe na guitarra, mais dança do ventre e até rolou uma improvisação: Letícia Spiller, que estava na fila A, se empolgou e subiu no palco/passarela e dançou junto. No caso das roupas, a marca sofisticou mais uma vez o stretwear pra coleção que desfila, com bastante seda. Tem metais enfeitados, crina de cavalo, tapeçaria das bolsas, é tudo original e vintage, desmontado de peças e reaplicado nas roupas e acessórios. Tem também moedas com o símbolo da marca. Usando também o jeans, o tecido passa por lavagem e jato que o deixam com aspecto de “gasto no deserto”. A modelagem segue justa embaixo na maior parte do tempo, mas ganha um “esvoaçar” nos tops. Mais pro fim, um trabalho de ateliê aparece: tiras de georgette desfiadas e pregadas uma a uma, dando mais gás pro toque punk da coleção. Também se destaca pela sofisticação a família do xadrez escurecido com guipure e transparência.

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Imagens via: Lilian Pacce.

Editora de conteúdo: Carla Cruz.

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