SPFW – Tudo o Que Rolou No Primeiro Dia Do Evento


Ontem, dia 28 de outubro, começou o São Paulo Fashion Week. E para deixar todos por dentro do evento e saber das tendência de Outono/Inverno 2014, vamos trazer para vocês tudo o que aconteceu dentro de cada de desfile.

O evento começou com o desfile da Animale. Pricila Darolt, estilista da marca, elegeu a lã como o material da vez para seguir no clima dos povos místicos (celtas, druidas e pictos) da Grã Bretanha que a inspiram nesta coleção. Tudo é lã no outono/inverno 2014 da Animale; ou couro, seda, todos com peso suficiente para combinar com as texturas propostas pela estilista. Foco nas rendas e nos tules bordados com efeito tatuagem e nas feltragens com tricô, misturando os verdes e vermelhos da cartela mais fechada cujas cores parecem ter sido pinçadas de um tartan escocês. Dos kilts saem os plissados em detalhes nas jaquetas e calças, com bocas largas combinando com as mangas que também se abrem como sinos. As estampas ganham os traços das tatuagens cheias de misticismo desses povos. Os alfinetes fecham as fendas da saia da primeira entrada Aline Weber, num bom exemplo do estilo da mulher Animale, que é sexy e poderosa e também meio gótica-punk nesta boa temporada da marca.

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O segundo desfile foi o da Uma, por Raquel Davidowicz. No lugar de modelos pro outono/inverno 2014 da Uma, a estilista decidiu chamar o pessoal da São Paulo Companhia de dança. Com direção artística de Inês Bógea e coreografia de Rafael Gomes, o grupo de 24 bailarinos (20 são mulheres e 4 são homens) teve cerca de 3 semanas para fazer a prova de roupa e ensaiar com a trilha do DJ Hisato. Como a marca já tem uma característica de conforto em sua moda, eles disseram que houve apenas uma adaptação pra dança, na verdade no sapato: o coturno ficou com o solado mais fino pra dar mais flexibilidade. Raquel conta que eles rasgaram 3 calças nos ensaios, o que foi ótimo porque eles pensaram em adaptá-las e reforçá-las também na coleção em si. As sobreposições em malharia – o veludo de seda entra e dá uma sofisticada – receberam intervenções de styling dos próprios dançarinos que acabaram incorporadas na apresentação: amarrações, cachecóis na cintura, gorros. E são muito simpáticas as frases: “bom dia”, “por favor”… A estilista conta que quis colocar palavras educadas, “que todo mundo quer ouvir”, nas peças! Um bom desfile, cheio de energia boa.

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O terceiro desfile foi da Tufi Duek. O tribal com sabor africano é riquíssimo em textura. Tem couro de enguia em forma de losangos aplicados no tule, ráfia tecida em tear dando um ar bem rústico, base de algodão ou tafetá com lã trançada dando peso e relevo, guipure geométrica de lã natural com triângulos de acrílico à Rabanne-futurista, jacquard texturizado, 1200 metros de corda de algodão num vestido e oncinha sintética com bordado de linha verde por cima. E na silhueta? O mídi com saia volumosa é fino, o terninho cru com calça pata de elefante e paletó mais longo então… Impõe respeito! E o xale com cintão que vira blusa chic? Os decotes com toque geométrico, tipo um degrauzinho que valoriza o colo no lugar de escondê-lo, são mais um detalhe que deixam claro que o perfeccionismo do estilista Edu Pombal dá certo. E mais detalhe: os acessórios com madeira!

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O quarto e último desfile foi da Osklen. Oskar Metsavaht aposta no futebol pro outono/inverno 2014 na Osklen. Faz muito sentido: quando as roupas chegarem nas lojas, estaremos às portas da Copa do Mundo. E, claro, a leitura da Osklen procura sofisticar o universo boleiro, desde os materiais (lã bouclé, seda no look nude com vivos coloridos, gorgurão matelassado, couro vazado em forma de rede, bordado de linha, estampa de rede sobre organza) às modelagens, que usam os hexágonos das bolas pras suas geometrias – desenvolvimento da lapidação da pedraria da temporada anterior. E tem tanto pra cliente que quer o sexy cool da marca, com decotão e curto, quanto pra mais interessada na silhueta caixa, quadradona. Na cartela de cor, é divertida a brincadeira com os cartões verde, amarelo e vermelho – as clutches-cartão são ótimas! A estampa, uma foto de torcida aumentada que resulta em manchas abstratas, remete a estampas anteriores da marca. E fica o sabor da nova parceria entre Osklen e Topper (que também é do grupo Alpargatas): bolas e chuteiras nas mãos dos modelos. Desfile redondo e cool – deve render uma bela e bem sucedida coleção comercial!

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Imagens via: FFW.

Editora de conteúdo: Carla Cruz.

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