Cartier – Uma Marca de Tradição


Desejadas alianças, cobiçados anéis e gargantilhas e relógios luxuosos fazem parte do universo sofisticado da marca mais tradicional no segmento da alta joalheria: a Cartier. Uma das mais antigas joalherias do mundo, sempre satisfazendo aos caprichos da realeza, das estrelas do cinema e dos abonados mortais, a Cartier goza de uma reputação invejável por produzir e criar apenas jóias, relógios e acessórios da mais alta qualidade. A marca, que segue fielmente a filosofia “Inovar sem perder a classe, transformar com bom gosto e ser a vanguarda da criação com a audácia da excelência”, é sinônimo de luxo desde que foi lançada.

A história da tradicional joalheria começou em 1847 quando Louis-François Cartier assumiu o controle da pequena oficina de jóias de seu mestre, Adolphe Picard, localizada no número 29 da Rue Montorgueil, rua mais cara e chique de Paris na época, e resolveu patentear sua própria marca, representada pelo famoso coração entre as iniciais L e C em um losango. Surgia a Mason Cartier, que cujo idealizador estava apenas iniciando um império e lançando uma das mais luxuosas grifes de relógios e jóias do mundo. Apenas quatro anos depois, Napoleão III subiu ao poder, e através da Condessa Nieuwerkerke, o jovem Cartier tornou-se fornecedor da Corte Real. Em 1853, implantou o atendimento personalizado e elitizado, abrindo suas portas para uma clientela privada e exclusiva. Pouco depois, em 1859, alugou uma sede no Boulevard des Italiens, cuja vizinhança era a mais sintonizada na moda em Paris. As jóias de Cartier eram caracterizadas por um toque leve, arejado, em contraste com os ornamentos formais e pesados do período. Nesta época, a Cartier encantou a imperatriz Eugénie que encomendou um serviço de chá em prata. Esse era o empurrãozinho que a marca precisava para ir cada vez mais longe e se tornar ainda mais conhecida.

Em 1872 seu filho, Alfred, ingressou como sócio no negócio e expandiu-o consideravelmente. Isto incluiu relógios, que Louis-Francois tinha apenas mostrado interesse. Seu outro filho, Louis, também entrou na sociedade em 1898, e a loja passou a se chamar Alfred Cartier & Fils. No ano seguinte a loja mudou de endereço indo para o número 13 na Rue de La Paix e transformou o bairro Vendôme no coração internacional da joalheira. A Cartier de Londres foi aberta em 1902 no número 4 da New Burlington Street, comandada por Pierre Cartier. Nesta época a grife recebeu um pedido de 27 tiaras para a cerimônia de coroação de Eduardo VII, o rei da Inglaterra, que declarou “Cartier, joalheiro dos reis, rei dos joalheiros”.

Dois anos mais tarde, o rei honrou a Cartier com o certificado de Fornecedor da Corte e a marca se impôs como a mais prestigiosa do mundo. Inovador, Louis Cartier assinou, ainda em 1904, o primeiro relógio de pulso com pulseira de couro do mundo, desenvolvido especialmente para seu grande amigo, o aviador brasileiro Santos Dumont, que reclamou do desconforto dos relógios de bolso durante seus vôos. Cartier assumiu o desafio, desenhando um relógio de pulso plano com um peculiar aro quadrado. Louis elevou a empresa a um alto nível de excelência, renascendo o estilo “Guirland” – ornamentos de diamante montados em platina. Em 1909, a transição do estilo Garland para as formas mais modernas caracterizou-se pela eliminação progressiva volutas para designers mais lineares, introduzindo formatos básicos de geometria como quadrados, círculos e conceitos opostos desses dois elementos dentro do design.

Em 1909, Pierre Cartier, abriu uma suntuosa loja em New York, localizada no número 712 da badalada 5ª Avenida. No ano seguinte a marca inaugurou lojas em Moscou e no Golfo Pérsico, iniciando assim uma forte expansão internacional, que culminou com a inauguração em 1935 de uma sofisticada boutique em Monte Carlo, seguida em 1938 por uma unidade em Cannes. Em 1942, Louis Cartier faleceu, e seus sucessores foram incapazes de continuar sem o seu gênio artístico. Como resultado, a empresa tornou-se financeira e artisticamente estagnada. No início dos anos 70, um grupo de investidores, liderados por Robert Hocq, comprou as três Maisons Cartier (Paris, Londres e Nova York) e assumiu o comando da grife. Neste momento, a Cartier passou de uma empresa familiar para uma multinacional e a marca ganhou um sopro de juventude e modernismo tendo Alain Perrin como seu principal executivo.

Em 1973, foi criado o conceito Les Must de Cartier (desenvolvimento de produtos como jóias, óculos e acessórios em couro mais acessíveis e modernos, mas com a tradição Cartier). Foi o momento da ampliação da oferta de produtos (artigos de couro, canetas e isqueiros) e, consequentemente de clientes, sempre abonados e dispostos a ostentar o luxo que a marca tinha a oferecer. Em 1978 todo grupo foi unificado em uma única empresa chamada Cartier Monde. A marca francesa continuou a desenvolver-se sem perder seu refinamento e tradição. Surge então uma aclamada linha de perfumes, novos modelos de relógios, artefatos em couro, além da “Colection Ancienne Cartier”, a qual reúne peças para mostrar a evolução histórica e artística da joalheria. Mais tarde tal coleção passou a se chamar “Cartier Collection”.

Nos anos seguintes a marca inaugurou inúmeras lojas em cidades cosmopolitas. Entre as inaugurações de butiques pelo mundo, um dos destaques foi a instalação, em 2003, na chique Avenue des Champs Elysées, número 154. Um novo cenário para o espírito Cartier, marca responsável por descobrir que a platina é mais duradoura que o ouro branco e desenvolver o diamante em forma de baguete (retangular).

Imagens via: Vogue, Pinterest, Mundo das Marcas, Closet 180.

Editora de conteúdo: Carla Cruz.

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